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Massacre em Orlando faz Senado estudar controle na venda de armas

Da redação | 18/06/2016 05:20

WASHINGTON – A comoção causada pelo massacre de 49 pessoas na boate Pulse, em Orlando, no domingo passado, tem motivado políticos nos dois principais partidos americanos a um raro ponto de ação comum, visando ao fortalecimento do controle sobre a venda de armas de fogo no país. Na próxima segunda-feira, os senadores votarão quatro medidas para a ampliação das verificações de antecedentes nas compras de armas de fogo e limitação à venda de armamentos para pessoas em listas de observação por possíveis ligações com o terrorismo ou de proibição de voo. Duas delas foram apresentadas por democratas, e outras duas, por republicanos.

Ontem, o vice-presidente Joe Biden pediu ao senadores que “tenham a coragem de aprovar medidas restritivas de uma vez por todas”.

“Vocês sabem, em seus corações, que essa é a coisa certa a fazer”, apelou Biden num e-mail endereçado ao membros do Senado. “Vocês sabem que, tomando uma atitude, suas ações têm o potencial de criar um efeito dominó. Tenham a coragem para fazer essas mudanças”.

Atirador comemorou 11/9

Mas não há unanimidade. Embora senadores republicanos como Pat Toomey e Ben Sasse tenham se juntado aos democratas para levar a votação adiante, outros nomes do partido alegam que o governo e seus aliados estão explorando um ataque terrorista realizado por um muçulmano que jurou lealdade ao Estado Islâmico para restringir a posse de armas de cidadãos que cumprem as leis do país.

— Essa não é uma questão de controle de armas, e sim de terrorismo — afirmou o senador texano Ted Cruz, que participou das primárias do Partido Republicano este ano. — Não se vence o terrorismo retirando as armas, mas sim usando-as.

Já Susan Collins, senadora pelo estado do Maine e uma das vozes republicanas mais moderadas no Congresso, quer evitar que questões partidárias acabem minando as tentativas de introduzir novas medidas, como aconteceu em dezembro, após o ataque em San Bernardino, na Califórnia, que deixou 14 mortos e 22 feridos.

— Não quero que passemos pelo mesmo que enfrentamos no fim do ano passado, quando não conseguimos resultado algum — diz Collins, que reúne apoio em ambos os partidos a uma medida para limitar a venda de armas, semelhante à apresentada pela democrata Dianne Feinstein.

Os esforços da senadora republicana foram reconhecidos pelo democrata Chris Murphy, que anteontem discursou por quase 15 horas para garantir que as medidas de controle de armas de fogo fossem votadas no início da próxima semana.

Relatos colhidos pelo “Wall Street Journal” indicam que Omar Mateen, responsável pelo massacre em Orlando, apresentava tendências violentas desde a escola. Registros mostram dezenas de punições e suspensões por mau comportamento, além de dificuldades de concentração e notas baixas. Antigos colegas recordam que o atirador, filho de imigrantes afegãos, comemorou os ataques de 11 de setembro de 2001 e chegou a dizer que o então líder da al-Qaeda, Osama bin Laden, era seu tio.

— Brincávamos, dizendo que ele se tornaria um terrorista — afirmou Robert Zirkle, que estudou com Mateen na época. — E então ele fez isso.

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