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Internautas celebram redução dos poderes da polícia religiosa saudita

Da redação | 14/04/2016 09:50

RIAD — A Arábia Saudita anunciou a redução das prerrogativas da polícia religiosa, que não poderá mais atuar contra os supostos ofensores da moral sem a intervenção de outras autoridades. As forças perdem o poder de realizar detenções, enquanto o governo pediu que suas ações para garantir as leis islâmicas sejam bondosas e gentis. Nas redes sociais, a medida foi comemorada pelos sauditas, que cultivavam uma série de queixas sobre a brutalidade do corpo religioso.

Outra mudança nas regras para as forças religiosas é a obrigação de reportar episódios envolvendo infratores das leis a autoridades da polícia ou do esquadrão anti-drogas, segundo a agência de notícias oficial do país. Os membros da Haia, como é conhecido o corpo religioso, também não poderão pedir identidades das pessoas ou persegui-las, segundo a determinação.

A medida foi considerada um avanço para muitos internautas sauditas, que há anos faziam críticas à postura da polícia religiosa — sobretudo entre os jovens e as mulheres, as mais afetadas pelas restrições da Haia.

“Eu estou simplesmente feliz”, escreveu um internauta ao comentar o assunto no Twitter.

Em outro comentário, uma internauta saudita escreveu: “É a melhor notícia que tivemos no ano todo”.

Os vigilantes da moral costumam rondar as ruas sauditas para garantir que as rigorosas leis locais sejam cumpridas na vida cotidiana. Dentre elas, incluem-se a proibição da venda e do uso de bebidas alcoolicas, a exibição de símbolos de outras religiões, a obrigação de fechar o comércio para as orações e a rígida segregação entre homem e mulheres.

Formalmente conhecido como Comissão Para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício, o órgão é assunto de controvérsias entre os sauditas. Recentemente, alguns dos seus membros foram presos por assediar uma mulher perto de um centro comercial.

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