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‘Eu não tinha certeza de que sairia vivo’, conta sobrevivente do ataque em Istambul

Da redação | 29/06/2016 14:10

ISTAMBUL – A viagem de lua de mel na Turquia não será esquecida tão cedo. Segundo o jornalista iraquiano Steven Nabil, ele e a esposa não conseguiram dormir na noite após o ataque do Aeroporto Internacional Ataturk por causa das lembranças “dos gritos das vítimas e do sangue espalhado”. O atentado na noite de terça-feira deixou 41 mortos e 239 feridos.

Nabil, que voltava para a casa em Nova York, relatou nesta quarta-feira os momentos de horror via Twitter: “Acabamos de deixar o aeroporto. Minha mulher foi ferida durante o ataque. Ficamos face a face com o terrorista enquanto ele atirava”, publicou Nabil na primeira parte de sua narrativa. “Nós nos abrigamos em um armário dentro de um cabeleireiro. Durante os 45 minutos que ficamos lá, esperamos para ver quem abriria a porta”, escreveu em uma publicação posterior.

Em entrevista ao “Daily Telegraph”, ele ainda narrou sobre o medo que sentiu durante o atentado.

— Ele atirou por 10 ou 15 minutos antes de explodir a bomba. Parecia que durava tanto. Eu não tinha certeza se sairia de lá vivo — contou.

O sul-africano Judy Favish também conseguiu se esconder dos terroritsas. Ele ficou no aeroporto por mais de duas horas para se proteger.

— As pessoas estavam em pânico. Permanecemos escondidos por duas horas até finalmente nos informarem que poderíamos sair. No aeroporto havia sangue e escombros por todos os lados. Era apenas o caos, foi horrível — contou.

“EU VI O SEGUNDO CARA ATIRANDO”

Duncan Ross, um professor britânico que vive na Turquia, aguardava por amigos no aeroporto quando o atentado começou. Ele narrou ao “Mirror” que foi derrubado pelo impacto da explosão de uma das bombas, mas que conseguiu fugir do aeroporto.

— Eu vi o segundo cara atirando. Eu vi tudo. Nunca estive tão apavorado, mas também grato por estar bem — disse.

Muitos sobreviventes buscaram informações na internet para entender o que estava acontecendo enquanto aguardavam o resgate.

— Enquanto nós estávamos escondidos, alguém nos mostrou um vídeo no celular do que estava acontecendo a 200 metros de distância — contou o empresário Rihards Kalnin à AFP.

Outras vítimas relatam que se perderam de amigos e familiares durante a confusão e ainda não conseguiram se reencontrar. É o caso do turco Ayse Ozkan, um dos feridos no ataque. Ele contou ao jornal local “Milliyet” que se perdeu do pai, também ferido:

— Eu estava com um ferimento no pé quando consegui escapar, depois de ter ouvido os tiros. Meu pai também ficou ferido. Foi horrível, o aeroporto se transformou de repente em um campo de batalha.

Aliviada por ter saído do aeroporto 40 minutos do ataque, a professora americana Tanika Golotas estava a caminho de volta para casa após as férias em Portugual e na Turquia.

— Só pode ter sido Deus que nos manteve longe da tragédia que aconteceu aqui — afirmou ao “New York Times”. — Você vê essas coisas na TV e sabe que elas acontecem, mas somos ingênuos e não pensamos no fato de que pode acontecer conosco.

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