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Departamento de Justiça força Apple a violar dados criptografados de atirador

Da redação | 01/03/2016 11:19

WASHINGTON – O Departamento de Justiça americano abriu formalmente uma moção para exigir da Apple que ajudem investigadores a acessar dados criptografados num celular utilizado por um dos atiradores que mataram 14 pessoas na chacina em San Bernardino, Califórnia, em dezembro. A empresa já havia se recusado a acatar esta medida, alegando que ela abre um precedente que viola a privacidade de seus usuários ao criar um novo software.

A medida ainda será avaliada judicialmente, segundo a rede CNBC. Na terça-feira, a juíza Sheri Pym, da corte distrital de Los Angeles, disse que a Apple precisava fornecer assistência técnica razoável para os investigadores que buscava desbloquear dados de um iPhone 5C que pertencia Syed Rizwan Farook. O americano de origem iraniana e sua mulher, Tashfeen Malik, mataram 14 pessoas e deixaram mais de 20 feridos no ataque a tiros em dezembro do ano passado. Os dois morreram após confrontos com a polícia.

A equipe de investigação agora tenta descobrir se o casal tinha ligação com o Estado Islâmico ou outros grupos extremistas. Nas especialistas em tecnologia e defensores da privacidade argumentam que forçar as empresas americanas a enfraquecer seus métodos de encriptação deixaria os dados pessoais mais vulneráveis a hackers e daria vantagem competitiva a companhias em outros países.

Nesta semana, a Apple se opôs à decisão judicial que ordena a companhia a desbloquear um iPhone recuperado de um dos atiradores de San Bernardino, na Califórnia, informou o presidente-executivo da Apple, Tim Cook. Em uma carta aos clientes, Cook disse que a demanda ameaçava a segurança dos usuários e tinha implicações para além do caso legal em questão.

“O governo está pedindo para a Apple hackear seus próprios usuários e minar décadas de avanços de segurança que protegem nossos clientes — incluindo dezenas de milhões de cidadãos americanos — de hackers e criminosos cibernéticos”, disse o presidente. “Não encontramos nenhum precedente de uma companhia do país ser forçada a expor seus consumidores a um risco maior de ataque.”

O caso aumenta ainda mais a disputa entre empresas de tecnologia e autoridades americanas sobre os limites da encriptação. Facebook e Google, outrora criticados por consumidores por já terem cedido dados à Agência de Segurança Nacional (NSA), declararam apoio à Apple.

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