Crianças nepalesas são vendidas como escravas a famílias britânicas, diz jornal - Portal CM7

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Crianças nepalesas são vendidas como escravas a famílias britânicas, diz jornal

4 de abril de 2016 0 por

LONDRES — Uma reportagem do jornal inglês “The Sun” revelou que crianças nepalesas estão sendo vendidas para trabalhar como escravas em casas de famílias britânicas, após terem sobrevivido ao terremoto que abalou o Nepal em 2015. A história divulgada neste fim de semana levou a secretária de Interior do Reino Unido, Theresa May, a pedir a investigação sobre o caso que afeta também outras crianças vulneráveis de até 10 anos.

Segundo o jornal britânico, meninos e meninas são vendidos por cerca de 5,3 mil libras — o equivalente a quase R$ 27 mil. Em seguida, são obrigadas a trabalhar em residências familiares da classe alta britânica sem receber nenhum tipo de pagamento.

Em sua declaração, a secretária pediu que o jornal compartilhe suas descobertas perturbadoras com a agência de investigação criminal do país, para que as autoridades possam tomar as providências cabíveis ao crime de tráfico infantil:

— Nenhuma criança em nenhum lugar do mundo deveria ser levada para longe de casa e forçada a trabalhar como escravas — disse.

A compra criminosa de crianças — vindas principalmente de famílias refugiadas no Nepal e da Índia — seria negociada por gangues que operam na província indiana do Punjab. Enquanto muitas vítimas são levadas para casas de famílias que moram na Índia, outras são levadas ao Reino Unido.

Segundo os investigadores do jornal, que se passaram por pessoas interessadas em comprar uma criança, os traficantes incentivam que famílias escolham refugiados nepaleses:

— Leve um nepalês à Inglaterra. Eles são boa gente. Eles são bons para fazer todo o trabalho doméstico e são ótimos cozinheiros. Ninguém virá atrás de vocês.

No ano passado, quase 9 mil pessoas morreram, 22 mil ficaram feridas e cerca de um milhão de casas foram destruídas no pequeno país aos pés do Himalaia, após dois terremotos terem devastado o território em abril e maio de 2015. Dezenas de milhares de sobreviventes ainda vivem em barracas feitas de folhas de latão, enquanto os esforços de reconstrução têm sido atrasados.