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Correa prevê período ‘muito duro’ em último ano de mandato

Da redação | 24/05/2016 20:30

QUITO — O presidente equatoriano, Rafael Correa, que iniciou nesta terça-feira seu último ano de governo depois de chegar à Presidência em 2007, antecipou que espera um final de mandato “muito duro”, afirmando que a oposição de direita se esforçará para reconquistar o poder.

— Até que eu entregue o governo (em 24 de maio de 2017), será um ano muito duro do ponto de vista humano, econômico, político e internacional — declarou o presidente em seu relato anual diante do Congresso.

Correa, que não concorrerá nas eleições do ano que vem, alertou que “aqueles que estão de luto (opositores) vão tratar de aproveitar as dificuldades econômicas e as investidas ferozes da direita internacional para voltar ao poder, para nos levar ao neoliberalismo, e para nos mandar de volta ao passado”, e instou os eleitores a rechaçarem os candidatos à Presidência que tenham contas em paraísos fiscais.

— Proponho um pacto ético à república: que todos rechacemos os candidatos que tenham seu dinheiro em paraísos fiscais — afirmou Correa. — O elemental para que possamos aspirar a qualquer dignidade popular é que possamos confiar em nossa própria pátria.

Nos últimos dois anos, Correa teve que enfrentar uma tempestade econômica causada pela queda nos preços internacionais de petróleo, principal produto de exportação do Equador, cuja economia está dolarizada desde 2000. Além disso, um tribunal internacional condenou o Estado equatoriano a para US$ 1 bilhão à petrolífera americana Oxy, além da queda financeira na Rússia e na China, dois dos principais mercados não-petrolíferos.

— Em um ano não estarei mais aqui — enfatizou Correa, que classificou parte da imprensa nacional como “terrivelmente corrupta e desonesta” — O país deve descansar de mim, e, sinceramente, eu também devo descansar um pouquinho do país. Não é fácil governar um país como o Equador.

O presidente também relembrou o terremoto de 16 de abril, que arrasou povoados do litoral do país, deixando m,ais de 600 mortos.

— Venceremos as dificuldades e sairemos fortalecidos apesar da dor de centenas de mortos, feridos e desabrigados.

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