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Conduta de Trump em relação às mulheres provoca fortes críticas

Da redação | 16/05/2016 05:20

Donald Trump e as mulheres: palavras que evocam insultos, geralmente realizados na segurança de sua conta no Twitter, num programa de rádio ou no palanque de sua campanha pela vaga republicana na corrida presidencial americana. “Você se ajoelhando deve ser uma bela imagem”, ele disse a uma competidora do reality show “O aprendiz”. Mas o tratamento que Trump dá às mulheres em encontros pessoais vai além: investidas indesejadas, comentários sobre as formas femininas e conduta inadequada ao ambiente de trabalho.

Ao mesmo tempo em que incentivava as suas carreiras, fazia piada com sua aparência física. “Você gosta de doce”, disse a Barbara A. Res, a executiva que supervisionava a construção de seu quartel-general em Midtown Manhattan. Na época, ela estava acima do peso.

Sua má fama com as mulheres começou na Academia Militar de Nova York. Nas raras ocasiões em que a presença de mulheres era permitida no campus, ele fazia questão que elas fossem bonitas.

— Donald era sensível ao fato de que as mulheres que convidava fossem bonitas — lembra George White, colega do bilionário na turma de 1964. — Uma variedade delas o visitava. Eram sempre bonitas, sofisticadas e bem-vestidas.

Trump forjou a forma como lida com as mulheres observando o pai, Fred C. Trump, um controlador compulsivo. Ainda hoje, ele louva o fato da mãe ter ficado em casa cuidando da família enquanto o marido trabalhava.

— Se alguma situação familiar era interrompida porque meu pai tinha que, por exemplo, inspecionar uma obra, ela lidava com isso lindamente. Minha mãe era a mulher ideal.

Quando comprou o concurso de Miss Universo, Donald Trump se apresentava às candidatas de maneira direta, como lembra Temple Taggart, que tinha 21 anos quando o conheceu no concurso Miss América, em 1997.

— Ele me beijou na boca. Na época, era casado com Marla Maples. Acho que fez o mesmo com outras garotas. Nós pensávamos “Uau, isso é inapropriado”.

Nos negócios, ele sempre afirmou que contratava mulheres porque elas trabalhavam mais do que os homens, “como se quisessem provar alguma coisa”, chegou a afirmar.

— Eu sei que você é uma mulher num mundo masculino. Os homens tendem a ser melhores que as mulheres, mas uma boa mulher é melhor do que 10 bons homens. Ele achou que me fazia um elogio — lembra Barbara, que trabalhou com Trump por 12 anos.

Trump se considera um incentivador, afirmando que deu oportunidades a centenas de mulheres e que preparou a filha, Ivanka, para substituí-lo à frente dos negócios. De fato, há mulheres que trabalham com ele que dizem nunca terem sido desrespeitadas.

— Penso que ele é mal interpretado — diz Jill Martin, vice-presidente e conselheira na empresa, afirmando que ele a apoiou quando decidiu ter filhos, mesmo que isso significasse trabalhar de casa e diminuir as viagens de negócios.

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