Al-Qaeda promete guerra em todas as frentes contra os Estados Unidos

Por Caxias em 1 de maio de 2021 às 17:25 | Atualizado 1 de maio de 2021 às 17:25

De acordo com reportagem da CNN, a Al-Qaeda, por meio da declaração de um integrante da organização terrorista à emissora, disse que mesmo com a saída das tropas, a guerra com os Estados Unidos está longe do fim. “A guerra contra os EUA continuará em todas as outras frentes, a menos que sejam expulsos do resto do mundo islâmico. Os EUA estão derrotados. A guerra dos Estados Unidos no Afeganistão desempenhou um papel fundamental em atingir a economia norte-americana”, revelou o funcionário da Al-Qaeda que preferiu não se identificar.

A saída das forças militares dos EUA no Afeganistão anunciada pelo presidente norte-americano, Joe Biden, está prevista de acontecer entre 1 de maio até 11 de setembro.

Ainda, segundo a fonte anônima, o grupo terrorista se articula com outras organizações para expulsar os norte-americanos dos territórios islâmicos e acrescentou que a Al-Qaeda também se sente fortalecida com a retirada dos norte-americanos, além de que pretende realizar uma parceria com o Talibã para combater a presença dos EUA em outros lugares do Oriente Médio.

“O Talibã mantém viva a luta contra Washington e graças aos afegãos, pela proteção dos camaradas de armas, muitas dessas frentes jihadistas operam com sucesso em diferentes partes do mundo islâmico há muito tempo”, elogiou o integrante da Al-Qaeda.

Já a CNN comunicou que tentou entrar em contato com o Talibã para comentar sobre seu relacionamento com a Al-Qaeda, porém não obteve resposta, o que na interpretação da emissora foi um insight significativo sobre o que pode ocorrer depois da retirada das tropas norte-americanas.

Também citado pela mídia, Peter Bergen, especialista em terrorismo e autor de diversos livros sobre Osama bin Laden, avaliou que a resposta da Al-Qaeda foi “genuína” e ressaltou os laços contínuos entre as duas organizações, observando que isso confirma o que a ONU tem dito sobre o Talibã ter consultado regularmente a Al-Qaeda durante suas negociações com os EUA, garantindo que eles honrariam suas relações históricas com o grupo terrorista.

Fonte: Diário de Pernambuco

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