Manaus – Após o Governo do Amazonas aprovar na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM) um projeto de lei que garante a retirada de R$ 122 milhões do FTI (Fundo de fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas) e do FMPES (Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e ao Desenvolvimento Social do Estado do Amazonas) para pagar dívidas da saúde, donos e sócios de empresas médicas que prestam serviço para a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) prometem paralisar cirurgias eletivas e o atendimento ambulatorial logo após o feriado prolongado.

A informação foi confirmada pelo presidente do Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM), José Bernardes Sobrinho. Segundo ele, as empresas estão com quatro ou cinco meses em atraso, e o valor aprovado no PL nº 175/2018 não deve suprir o volume da dívida do estado com as empresas de médicos.

A paralisação inicia às 7h de quarta-feira, 21, disse o presidente, que até abril deste ano era sócio da UNIVASC ( União Vascular de Serviços Médicos). No site da Receita Federal o médico ainda aparece como um dos 25 sócios da empresa que recebeu somente na gestão de Amazonino Mendes (PDT) R$ 7,8 milhões.

A exigência do pagamento de, no mínimo, três dos quatros ou cinco meses em aberto com as cooperativas, se dá, segundo o presidente do CRM-AM, à informação de que será o último pagamento feito por essa gestão que termina em dezembro.