Governo monta operação de guerra com aviões, helicópteros e lanchas para levar oxigênio ao interior

Por Meriane Jeffreys em 19 de janeiro de 2021 às 18:33 | Atualizado 19 de janeiro de 2021 às 18:33

O Governo do Amazonas afirma que montou uma operação de guerra para levar oxigênio ao interior do Estado. São realizados voos diários com aeronaves contratadas pelo Governo do Amazonas e aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), além do apoio de lanchas da Casa Militar. “A questão é que hoje a White Martins está abastecendo, mas não está conseguindo atender a nossa demanda de cilindros para o interior”, detalhou o secretário executivo adjunto da Seai/SES-AM, Cássio Espírito Santo.

Somente no início desta semana, mais de 30 municípios retiraram cerca de 950 cilindros de oxigênio na Gerência de Patrimônio da SES-AM, na sede da Central de Medicamentos e na empresa White Martins. Além disso, para garantir a manutenção dos estoques de oxigênio no interior, o Governo do Amazonas também enviou cilindros de oxigênio para os municípios de Tefé, Coari, Parintins, Fonte Boa e Tapauá.

Helicópteros – Os helicópteros têm sido utilizados para dar celeridade à chegada de cilindros nos municípios. “Nem todos têm pista de pouso. Nos que possuem, às vezes não é possível pousar à noite, como é o caso de Coari. Às vezes a informação da necessidade de oxigênio é repassada em um espaço de tempo muito curto para que a gente pegue os cilindros carregados, leve para a base aérea e faça planejamento de voo, que não é algo tão simples na nossa região. Estamos no período chuvoso e isso afeta muito os planejamentos de voo”, enfatizou.

Apoio ao interior – Cássio Espírito Santo destaca que, mesmo depois que alguns municípios como Tefé, Coari, Parintins, Fonte Boa, Benjamin Constant entre outros, assumirem a gestão plena de algumas unidades de saúde, o Estado seguiu fornecendo recarga de oxigênio para o interior.

“Os representantes dos municípios entregavam seus cilindros vazios na secretaria e retornavam no dia seguinte, para receber os cilindros cheios e levar de volta aos municípios. Com o aumento da demanda ocasionado pela pandemia, os municípios continuaram seguindo o mesmo fluxo, porém a empresa passou a não conseguir devolver o suficiente para entregar para os municípios”, afirmou o secretário executivo.

Para agilizar o fluxo, a Secretaria de Saúde descentralizou a retirada de cilindros na capital. “Os municípios que pegam o maior número de cilindros, que têm maior demanda, como Itacoatiara e Manacapuru, por exemplo, passaram a retirar os cilindros direto na empresa. Os outros municípios continuam se dirigindo ao setor de Patrimônio da SES”, concluiu Cássio Roberto, ao enfatizar que o transporte para os municípios mais distantes segue sendo realizado, conforme a demanda.

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