Manaus – Na próxima segunda-feira, 1º de junho, o comércio e templos religiosos retornarão suas atividades, de forma gradual. O anúncio foi feito no início da noite desta quarta-feira, 27, em entrevista coletiva on-line pelo governador Wilson Lima (PSC). Segundo Lima, a decisão foi tomada após um conjunto de fatores no cenário atual com a redução dos números de casos da Covid-19 em Manaus e o aumento da estrutura no atendimento.

“Nós conseguimos aumentar significativamente a quantidade de leitos clínicos e de UTI e tudo isso fez com que nós tivéssemos um número de recuperados muito grande. Só para vocês terem ideia a taxa de recuperação no Estado do Amazonas é a maior do país. Enquanto a média nacional de recuperação é de 40%, a nossa taxa de recuperação é de 70%. Dos 33 mil casos de Covid-19 no Amazonas, nós temos algo em torno de 23 a 24 mil recuperados”, justificou Lima.

Quatro etapas 

Segundo o plano do governo, a abertura dos comércios acontecerá em quatro ciclos:

No primeiro, que começa na próxima segunda-feira, dia 1º junho, está liberado o funcionamento de igrejas e templos com 30% da ocupação, com eventos de uma hora de duração e intervalo de, no mínimo, cinco horas entre eventos.

Também estará liberado o funcionamento de lojas de artigos esportivos e bicicletas (vendas e reparo), lojas de artigos para casa, vestuários, acessórios e calçados; móveis e colchões; atendimento presencial, médico e odontológico, sujeito e agendamento prévio; joalherias e relojoarias; comércio de artigos médicos e ortopédicos; serviços de publicidade; petshops; lojas de variedades; agências de turismo; concessionárias e revendas de veículos em geral; óticas; floriculturas e bancas de revistas em logradouros públicos.

No segundo, com início previsto para 15 de junho estarão liberadas lojas de informática, comunicação, telefonia e materiais e equipamentos fotográficos; lojas de brinquedos; livrarias e papelarias; lojas de departamentos e magazines; restaurantes, cafés, padarias e fast-foods, para consumo no local; comércio de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal; lojas de eletrodomésticos, áudio e vídeo; comércio de animais vivos; comércio especializado de instrumentos musicais e acessórios; comércio de equipamentos de escritório; comércio de equipamentos de escritórios; escritórios contábeis; escritórios de imobiliárias; assistência técnica de eletrônicos, eletrodomésticos; bancas de jornais e revistas em espaços internos. Nessa etapa, pessoas que fazem parte do grupo de risco ainda não retornam.

No 3º ciclo, previsto para o dia 29 de junho (grupos de risco ainda não retornam, inicialmente por duas semanas), voltam a funcionar lojas de artesanatos e souvenires; cabeleireiros, barbearias e outras atividades de tratamento de estética e beleza; comércio varejista de doces, balas, bombos e semelhantes; comércio varejista de artigos de caça, pesca e camping; comércio de objetos de arte; comércio de fogos de artifício e artigos pirotécnicos; comércio de varejista de armas e munições; stands de vendas de imobiliárias; reabertura dos parques públicos, aparelhos urbanos e visitas e atrações turísticas.

Somente no quarto ciclo, previsto para o dia 6 de julho, é que retornam o funcionamento de creches, escolas e universidades da rede privada; cinemas com capacidade máxima de 50% e outras atividades não contempladas nos ciclos anteriores. Grupos de risco voltam às atividades, exceto se não permitidos por ondem médica.

Sem data definida

Bares, casas de shows e eventos não poderão funcionar e dependem de uma data, que ainda será confirmada. Escolas das redes municipais, estadual e federal, ainda terão data a definir.

Esse cronograma, segundo Wilson Lima, é válido apenas para a capital amazonense. No caso dos municípios do interior, a decisão fica por conta dos prefeitos.

Em caso de avanço da doença nesse período, a medidas de reabertura podem ser revistas e revogadas, frisou o governador.

Curva de casos 

Segundo a diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Rosemary Pinto, para a reabertura ser garantida é preciso que a população continue usando os protocolos pois ainda há risco de uma segunda curva da doença e, caso aconteça, as medidas de reabertura serão revogadas.

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