Gato com raiva: tudo sobre a zoonose que também afeta os bichanos

Por Jhennifer Cavalcante em 9 de junho de 2020 às 16:48 | Atualizado 9 de junho de 2020 às 16:48

Brasil – A raiva é uma doença grave, que pode levar à morte em quase 100% dos casos. Por isso, sempre merece atenção. Apesar de, geralmente, ser associada aos cachorros, também há casos de gato com raiva. E, ainda que rara, devemos ter atenção a esse mal, principalmente devido à popularidade cada vez maior dos bichanos.

Buscar informações sobre o assunto é o primeiro passo para entender a gravidade do problema. Por isso, separamos algumas dicas essenciais sobre a doença, os sintomas e a prevenção.

Gato com raiva
A raiva é uma doença perigosa que pode atingir todos os mamíferos, inclusive gatos. É uma enfermidade causada por um vírus, que ataca o sistema nervoso, levando a morte em quase todos os casos.

“Pelo grande número de cachorros domésticos, a raiva, historicamente, ficou associada aos cães” explica o médico-veterinário da Petz, Dr. Edgar Ferreira. “Mas a crescente popularidade dos gatos, principalmente devido ao estilo de vida dos grandes centros urbanos, faz com que a raiva felina mereça atenção da saúde pública”, completa o especialista.

Formas de contágio
A raiva, em geral, altera o comportamento do animal, tornando-o agressivo. Por isso, nos casos de raiva em gatos, a mordida de um animal infectado acaba sendo uma das principais formas de transmissão da doença.

Com a raiva felina, o pet acaba infectado ao se envolver em uma briga com algum gato doente ou ao tentar caçar morcegos, gambás, guaxinins e outros animais selvagens, que também podem transmitir o vírus. É por isso que pets que saem de casa são os mais suscetíveis à infecção.

Principais sintomas da raiva felina
A raiva ataca o sistema nervoso, motivo pelo qual a mudança de comportamento é uma de suas principais manifestações clínicas. Nesse caso, mesmo gatos tranquilos e carinhosos podem se tornar agressivos, de forma repentina. Alguns outros sintomas possíveis são:

Estrabismo;
Salivação excessiva;
Perda do controle da mandíbula;
Espasmos;
Tremores;
Desorientação;
Isolamento;
Fotofobia,
Convulsões.
Ao notar qualquer alteração em seu pet, busque um veterinário de confiança imediatamente. Somente um especialista poderá identificar a doença e tomar medidas adequadas, capazes de garantir a segurança do tutor e reduzir o sofrimento do bichano.

Diagnóstico
O diagnóstico da raiva é post mortem. Ou seja, só é possível ter certeza de que o animal tinha o vírus que causa a doença depois da morte do pet. Mas, pelos sintomas e pelo histórico do gato, um médico-veterinário pode desconfiar de raiva felina e, nesse caso, deve manter o gato em observação por até dez dias, para acompanhar a evolução da doença.

Infelizmente, não há um tratamento para a raiva, e a expectativa de vida de um gato infectado é de 3 a 7 dias após a manifestação dos primeiros sintomas.

Raiva felina pode contaminar humanos?
Uma das dúvidas mais comuns entre os tutores é se a raiva felina pode ser transmitida para humanos. Sim! A raiva é uma zoonose, ou seja, uma doença que passa de animais para pessoas, principalmente pela mordida do animal infectado. Por isso, todo cuidado é pouco!

Prevenção: a melhor escolha
Apesar de ser assustadora, a raiva possui um método de prevenção muito simples: a vacinação. Com uma taxa de eficácia muito próxima a 100%, ela garante uma vida tranquila e saudável para seu amigo de quatro patas!

A primeira dose da vacina da raiva em gato deve ser dada com 3 a 4 meses de vida e deve ser reforçada anualmente, de acordo com a orientação do veterinário. Há cidades que oferecem programas públicos, que realizam a vacinação gratuita dos pets.

Manter a carteirinha de vacinação de seu pet atualizada é uma questão de responsabilidade, porque isso protege a saúde de todos na casa. Leve sempre seu companheiro ao veterinário, que poderá identificar possíveis doenças e monitorar o calendário de vacinas de seu amigo.

Deixe seu comentário