Manaus (AM) – A Instituição Cultural Arte Sem Fronteiras, renomada companhia de dança do Amazonas, ampliou horizontes e brevemente vai chegar em Maracanaú, Ceará. O coreógrafo manauara Wilson Júnior ficará responsável por ministrar aulas de dança contemporânea, balé, jazz e populares (boi-bumbá, afro e carimbó).

O projeto é fruto de uma parceria com o Centro de Artes Regiana Melo, artista com quem o manauara vem desenvolvendo diversos espetáculos na capital cearense.

Para Wilson Júnior, é o momento de adquirir novos aprendizados e levar um pouco da ginga amazonense Brasil afora.

“Eu sempre tive o sonho de levar a arte da dança para outras cidades brasileiras. Já participei do Festival de Dança de Joinville, mas é a primeira vez que terei a oportunidade de fincar raízes em Fortaleza. Será uma experiência única e ao mesmo tempo desafiadora. Sou grato a Regiana Melo pela parceria, tenho certeza que coisas boas virão pela frente”, disse.

As atividades irão funcionar nos finais de semana, cada bailarino deve usar roupa preta, sapatilha (preta ou bege), máscara e álcool em gel pensando na prevenção do novo coronavírus (Covid-19).

Espetáculo – O coreógrafo Wilson Júnior prepara o espetáculo “Dança e criação, espinha do corpo ancestral”, com a toada Dança dos Tuxauas, do Boi-Bumbá Caprichoso, que será realizada no dia 6 de novembro para marcar o início das atividades do Arte Sem Fronteiras no Ceará.

Devido a Covid1-19, o espetáculo será transmitido no Facebook e pelo canal oficial no YouTube da Prefeitura de Maracanaú, às 20h (horário de Brasília).

Os bailarinos Jonathan Soares, Fábio Rocha e Francisco Sales serão responsáveis por executarem a coreografia durante o espetáculo. Além disso, tem a participação de Laura Dourado na concepção artística e a produção do cearense Johnes Paz.

Wilson informou que o espetáculo terá três cenas, onde vai mostrar a construção ancestral humana, do homem pré-histórico ao homem contemporâneo.

Sobre o Arte Sem Fronteiras – A companhia surgiu em 2008 como um projeto social, aos poucos ganhou reconhecimento artístico e hoje tornou-se uma referência em dança no Amazonas.

O grupo trabalha estilos de dança como balé, jazz, jazz funk, contemporâneo, populares (boi-bumbá, carimbó e afro) e baby class. Ao longo de sua trajetória, o Arte Sem Fronteiras coleciona participações em diversos eventos, entre eles: o Festival de Dança de Joinville (SC), Festival Folclórico de Parintins, Festival Folclórico do Amazonas, o Toronto International Brazilfest, no Canadá, e o Festival de Dança do Amazonas.

Com a supervisão coreográfica de Wilson Júnior, o Arte Sem Fronteiras trabalhou ao lado de artistas como James Rios, Márcia Siqueira, Klinger Araújo (In memoriam), Lucilene Castro e esteve em 2018 e 2019 com o Boi Bumbá Caprichoso.

Para mais informações sobre a companhia entrar em contato pelo número (92) 98130-6571.

Confira a sinopse do espetáculo

Trata-se de uma reflexão da ancestralidade, do comprometimento do corpo na ação, como um modo conservação e renovação dos processos estéticos e artísticos que se registram nos limites e possibilidades da dança contemporânea.

Entre os movimentos do corpo, há o tecido da carne, os músculos e os ossos, todas são partes que o sustenta e alimenta a dança. É por esse viés que as interpretações vão refletir a plasticidade do corpo e a capacidade de transmitir as nuances de sua dramaturgia, do espaço, do tempo e dos mundos imaginários e simbólicos.

A espinha do tempo se funde com nossa espinha física e cronológica, do que veio antes e constituí o agora e sempre. Esse corpo ancestral é um fragmento de tudo que compõe a existência humana e toda vida se traduz de uma estrutura. A espinha estrutural necessária para a criação que nos permite desdobramentos de movimentos e formas é a dança.