Amazonas – Sem presidente desde o dia 1º deste mês, quando o então dirigente, o prefeito Júnior Leite (PSC), renunciou ao cargo para disputar a reeleição na Prefeitura de Maués, a Associação Amazonense de Municípios (AAM) deve ficar sem diretoria até o final do ano. Tudo porque os eventuais candidatos à presidência da entidade estão impossibilitados legalmente de concorrer à vaga porque estarão participando do pleito municipal deste ano.

Em entrevista ao O Poder nesta sexta-feira, 12, Júnior Leite afirmou que a AAM tem o prazo de 120 dias (até outubro) para elaborar uma nova eleição, mas admite que isso deverá ser bem difícil, haja vista o processo eleitoral em curso e a indefinição de novas datas para as eleições municipais deste ano.

No entanto, o ex-presidente fez questão de frisar que a associação não está abandonada, mas que as “atividades da instituição continuam normalmente sob a direção administrativa da instituição”.

“A representatividade da AAM se dá por eleição direta. A renúncia da chapa inteira vai provocar o chamamento da eleição. Mas esse ano tem uma peculiaridade. A maioria dos prefeitos concorrem à reeleição. De forma que hoje a dificuldade é até para montar uma chapa mínima. Para montar uma chapa é preciso 14 nomes e somente um número (de prefeitos) bem menor que isso estão aptos porque não vão concorrer a reeleição. Não tem corpo numérico que garanta uma chapa. A direção administrativa da associação que já está há anos, um pessoal de carreira estão respondendo pelos trabalhos por enquanto”, afirmou.

Leite acrescentou que será convocada uma assembleia para decidir sobre a eleição e que de acordo com o estatuto o prazo é de 120 dias, mas esse período coincide justamente com a data da eleição municipal.

“Não existe como fazer uma eleição da associação quando se tem uma eleição municipal. É um momento atípico que a associação não tinha passado por essas coincidências de calendário e numéricas e a AAM está tendo que conviver com isso”, pontuou.

Desincompatibilização

Assim como Leite renunciou ao mandato na AAM, o resto da diretoria também teve que entregar os respectivos cargos pois são prefeitos que irão concorrer à reeleição em seus respectivos municípios.

“As atividades continuam na AAM, o corpo técnico é que gerencia a rotina os números, a interface com a Confederação Nacional de Municípios, as prefeituras e órgãos estaduais e federais, isso continua mantido. O que não há hoje é a figura do presidente uma fez que todos estão pleiteando eleição”, ressaltou Leite.

De acordo com a assessoria de imprensa da AAM, os membros da diretoria da associação eleitos para o biênio 2019/2020 foram: Junior Leite, presidente (Maués), David Nunes Bemerguy, vice-presidente (Benjamim Constant), Andreson Cavalcante, primeiro-secretário (Autazes), Denise Lima, segundo-secretário (Itapiranga), Jocione Souza, primeiro-tesoureiro (Novo Aripuanã) e Eraldo da Silva, tesoureiro (Boa Vista do Ramos).

Em nota a AAM afirma que as funções continuam normalmente com interação entre os seus integrantes com os prefeitos do Amazonas, além de órgãos estaduais e federais.

Confira a nota na integra

Nota AAM

A Associação Amazonense de Municípios (AAM) permanece com suas atividades e em pleno funcionamento, que seguem sendo realizadas pelo quadro técnico e administrativo da AAM em sua sede em Manaus e em permanente em contato e interação com seus integrantes e também com representantes do Amazonas e órgãos em nível federal, estadual e a Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Em acordo com seu Estatuto, a associação está sendo gerida temporariamente e em caráter excepcional, pela direção executiva da entidade enquanto são realizados os processos internos para convocação de uma Assembleia Geral com os prefeitos do Estado, assim que possível diante da pandemia da Covid-19, para realização de eleições internas e de sua nova direção.

 

Fonte: Portal O Poder