Manaus – A Defesa do réu Mohamad Mustafa se pronunciou na noite desta quarta- feira (27), esclarecendo a verdade no que diz respeito a custodia e prisão do réu em questão a nota segue com as seguintes explicações “Não se pode jogar na conta de Mouhamad Moustafa o caos que enfrentamos em Manaus nos hospitais em razão na inexistência de EPIs, da inexistência de Respiradores; leitos em UTI; medicação adequada, tanto para o tratamento da Covid- 19, como para qualquer outra necessidade que se faça. Busca – se um culpado a qualquer preço não nos parece coerente. Mouhamad não é culpado pela má administração do Governo do Estado e Prefeitura. Dê a César o que é de César” ressalta a defesa

Os advogados reiteram a nota explicando que Mouhamad está preso. Aliás preso indevidamente! Sofrendo uma coação ilegal, posto que os fundamentos que alicerçam sua manutenção na privação de sua liberdade são calçados, em fundamentos já julgados em instâncias superiores, onde resta demonstrado não haver quebra de medida cautelar que justifique a manutenção de seu cárcere. E lembram que o réu aguarda o julgamento de um habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Entretanto, Mouhamad Moustafa permanece preso, ainda buscando demonstrar que a manutenção de sua prisão é ilegal e contrária as normas Processuais Penais. Contudo, embora a defesa de Mouhamad tenha se manifestado perante a Vara das Execuções Penais, requerendo fosse a prisão convertida em domiciliar, referida vara há mais de 15 dias, não se manifestou sobre o pleito da defesa. Permanecendo Mouhamad preso. Desta forma, a defesa vem a público demonstrar sua indignação pelas informações descabidas e distorcidas da verdade dos fatos.

Operação Maus Caminhos

Em 2016, a Operação Maus Caminhos desarticulou um grupo que desviava recursos públicos por meio de contratos firmados com o governo do estado para a gestão de três unidades de saúde em Manaus, Rio Preto da Eva e Tabatinga, feita pelo Instituto Novos Caminhos (INC), instituição qualificada como organização social.

As investigações que deram origem à operação demonstraram que, dos quase R$ 900 milhões repassados, entre 2014 e 2015, pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) ao Fundo Estadual de Saúde (FES), mais de R$ 250 milhões teriam sido destinados ao INC. A apuração indicou o desvio de recursos públicos, além de pagamentos a fornecedores sem contraprestação ou por serviços e produtos superfaturados, movimentação de grande volume de recursos via saques em espécie e lavagem de dinheiro pelos líderes da organização criminosa.

As operações Custo Político, Estado de Emergência, Cashback, Vertex e Eminência Parda, desdobramentos da Operação Maus Caminhos, mostraram, ainda, o envolvimento de agentes públicos integrantes da alta administração do estado do Amazonas que, em conluio com agentes privados, contribuíram para o desvio de recursos federais destinados ao financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

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