Brasil – Começa a ser testada no Brasil, a partir do dia 20 de julho, a vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac. Os testes foram autorizados pela Anvisa na última sexta-feira, e os voluntários podem se inscrever no programa de pesquisa a partir de segunda-feira que vem.

No Brasil, a pesquisa é coordenada pelo Instituto Butantan, em São Paulo, mas voluntários também vão ser cadastrados em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná e no Distrito Federal, por outros 12 centros de pesquisas que integram o projeto.
Apenas profissionais de saúde que estão trabalhando diretamente no atendimento de pessoas com coronavírus, mas que não contraíram a doença, vão poder se cadastrar como voluntários.

Em todo o país, 9 mil pessoas vão participar dos testes. Elas serão divididas em 2 grupos: um, que vai receber a vacina; e outro, que vai receber o placebo, uma substância que parece com a vacina, mas que não tem o princípio ativo.

Essa é a terceira e última fase de testes da vacina, a chamada fase 3. Na segunda fase de testes, ela foi aplicada em mil voluntários, todos na China, e em 90% dos casos, conseguiu impedir a infecção pelo novo coronavírus. Para o diretor do instituto Butantan, Dimas Covas, esse resultado é animador.

Pela previsão de Dimas Covas, a vacina vai estar pronta para comercialização no segundo semestre do ano que vem.

A pesquisa no Brasil vai custar R$ 85 milhões e os custos vão ser arcados pelo governo de São Paulo. O acordo com o laboratório chinês prevê o repasse de tecnologia da produção da vacina para o Butantan.

As informações são do EBC