Após ter sido chamado de “bandido” e “militante de milícia digital” pelo senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) por comentário feito sobre a nova lei de abuso de autoridade, o apresentador, Sikera Jr, respondeu ao vivo nesta segunda-feira (6) em seu programa Alerta Amazonas exibido pela Tv A Crítica, ao ataque do parlamentar feito em áudio divulgado nas redes sociais do próprio Sikera.

“Esse cidadão que vem la da caixa prego, que mandou essas mensagens, que postou o que postou no vídeo, lá do amazonas, é um militante de milícia digital. É um bandido articulado num programa de televisão. É um bandido! bandido, bandido, é um bandido. Que está espalhando mentiras”, disse o parlamentar.

O apresentador exigiu respeito a ele e ao Amazonas. “Lave sua boca quando se dirigir a mim e a Manaus”, retrucou Sikera Jr que também desafiou Randolfe a vir visitar o Estado e chamar Manaus de “caixa prego” em alguma manifestação do Movimento Lula Livre na capital.

Entenda o caso
No áudio o parlamentar, conhecido por sua oposição as pautas progressistas apresentadas pelo atual governo, explica que a lei de abuso de autoridade inicialmente foi proposta por ele a pedido de procuradores da República que atuam na Operação Lava-Jato e em seguida houve mudança total do projeto.

“O projeto originalmente era meu foi modificado pelo substitutivo do senador Roberto Requião e em seguida, na hora de votar no projeto eu votei contra”, explicou o político que também afirmou que existe uma quadrilha querendo destruir a verdade.

Sikera Jr também rebateu esse argumento usado pelo político e mostrou imagem do projeto que diz que sua autoria é de Randolfe Rodrigues.

A nova lei, aprovada no ano passado pela Câmara dos Deputados e que entrou em vigor na última sexta-feira (3), pune 45 condutas de agentes públicos no Brasil, como policiais, membros do Ministério Público, do Poder Judiciário, políticos e ministros. Há pelo menos seis ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) no Supremo que contestam cerca de 20 pontos da lei. Membros do Ministério Público e do Poder Judiciário chegaram a criticar alguns pontos do projeto, alegando que se tratava de uma retaliação à Operação Lava Jato, que levou à cadeia uma série de políticos, empresários e doleiros.