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Passageiros do Aeroporto Eduardo Gomes serão alertados sobre a síndrome que mata mais ​que o​ Câncer

Da redação | 12/09/2017 15:40

Ocorre mais de 240 mil mortes no Brasil anualmente por sepse, uma síndrome que causa mais óbitos do que o câncer ou o infarto agudo do miocárdio. Os dados são do Instituto Latino Americano de Sepse (Ilas) e, para conscientizar a população em Manaus, profissionais do Hospital e Pronto-Socorro (HPS) da Zona Norte irão distribuir, nesta quarta-feira, 13, no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, uma história em quadrinho que retrata a importância do rápido diagnóstico. A ação ocorre no salão de desembarque, das 8h às 12h.

A ação é simultânea em várias cidades do país e, em Manaus, será coordenada pelo HPS da Zona Norte. A unidade do Governo do Amazonas, que é vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Susam) e administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed), adotou a pouco mais de um ano um protocolo de sepse que já conseguiu reduzir em 30% o número de óbitos decorrentes da doença.

“A sepse acontece quando o corpo responde a uma infecção e essa resposta acaba atacando seus próprios órgãos, com isso, eles deixam de funcionar adequadamente. A infecção pode estar em apenas um órgão, como por exemplo, o pulmão, mas provoca em todo o organismo uma reação que compromete o funcionamento de vários órgãos se não tratada adequadamente”, explica a infectologista do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do HPS da Zona Norte, Mayla Borba. “Pelo grande número de óbitos, precisamos conscientizar a população sobre os principais sintomas, assim como incentivar a procurarem o serviço de saúde o quanto antes”, completa.

Quadrinhos
Febre alta, aceleração do coração, respiração rápida, fraqueza importante, pressão baixa, diminuição da quantidade de urina e sonolência ou confusão mental. Esses são os sintomas da sepse e são os sinais que apresenta um senhor chamado João, personagem da história em quadrinhos que será distribuída no aeroporto, ​conta a enfermeira da SCIH, Erielma Galvão.

Na história, o personagem João, ao chegar à unidade de saúde e relatar os sintomas, tem um protocolo de atendimento aberto. Esse protocolo define prazos para coleta de material para exame e administração de antibiótico. “Costumamos de dizer que, em caso de sepse, o tempo salva vidas”, aponta Erielma.

O HPS da Zona Norte tem um protocolo de sepse implantado desde março de 2016. Até agora, 147 atendimentos foram realizados seguindo esse protocolo. Desse total, 131 foram confirmados como sepse​. Dos pacientes com sepse, 50% tiveram alta melhorada e 34% foram transferidos para outras unidades de saúde para cuidados intensivos. Desde a implantação do protocolo na unidade houve redução de 30% dos óbitos por sepse.

​Serviço:
O que: História em quadrinhos para conscientizar passageiros sobre síndrome que mata mais que o câncer

Onde: Aeroporto Internacional Eduardo Gomes
Quando: 13, quarta-feira, de 8h às 12h
Contato:​ Cleidimar Pedroso, assessor de comunicação do HPS da Zona Norte, telefone: 9924504894

OBS: durante a ação, concederá entrevista a a infectologista do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do HPS da Zona Norte, Mayla Borba.

 

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