Manaus – A somatória dos investimentos em infraestrutura, contratação e qualificação de recursos humanos, otimização dos processos de trabalho, modernização da gestão e o comprometimento dos profissionais que atuam nas unidades da rede municipal de saúde está resultando no crescimento gradual da cobertura da Atenção Primária em Manaus. Em 2020, o índice saltou de 51,47% em janeiro para 63,69% no mês de junho, o que representa atendimentos básicos de saúde para mais de 1,39 milhão de moradores da cidade.

O mesmo ocorre na cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF), que saiu de 39,36% no primeiro mês do ano para 42,99% em junho, saltando de 249 para 272 equipes. Os dados estão disponíveis na plataforma e-Gestor Atenção Básica, na qual constam os dados oficiais da Atenção Básica de todas as cidades brasileiras, e que pode ser consultada no link https://egestorab.saude.gov.br.

“Esse crescimento na saúde em Manaus é resultado de ações integradas e sistemáticas, como ocorre em todas as áreas da nossa administração. No caso da saúde, é necessário considerar que esse desempenho ocorre em um período muito delicado, o da pandemia de Covid-19, que nos forçou a reorganizar os atendimentos como forma de assegurar o cumprimento das medidas de distanciamento social. Crescer nessa situação significa dizer que estamos desempenhando bem a nossa função de ‘porta de entrada’ no Sistema Único de Saúde”, comemora o prefeito Arthur Virgílio Neto.

Na região Norte, em Belém, a cobertura da Atenção Primária caiu para 39,09%; no Sudeste, na cidade do Rio de Janeiro, ficou em 47,36%; no Sul, Curitiba fechou em 62,12%; no Nordeste, Salvador em 56,55% e no Centro-oeste, Goiânia teve cobertura de 56,42%.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, entre os avanços que permitiram alavancar a cobertura da Atenção Básica, está a criação da Escola de Saúde Pública (Esap), que atua no âmbito da especialização em Saúde Pública e Programa de Residência Médica de Família e Comunidade. “A Esap contribui tanto para o incremento da cobertura da Atenção Primária à Saúde quanto para a qualificação dos profissionais para atuação nesses serviços”, lembra Magaldi.

Dentre os investimentos em infraestrutura, Magaldi aponta a inauguração de quatro Unidades Básicas de Saúde Móveis, que passaram a atender as necessidades e prioridades em saúde dos cidadãos que residem em áreas de expansão da cidade ou de vulnerabilidade social, considerando as dimensões epidemiológica, demográfica e socioeconômica. E, ainda, novas unidades de saúde, inclusive Clínicas da Família, já em funcionamento – uma delas, a Carmen Nicolau, que deu total suporte ao hospital de campanha municipal nos atendimentos a casos de Covid-19.

Vale ressaltar que entre os anos de 2013 e 2019, a Semsa registrou oscilações na cobertura da Atenção Primária, como a demissão, sem aviso prévio, de 232 profissionais da Secretaria de Estado da Saúde (Susam), que atuavam em 21 Unidades Básicas de Saúde (UBS) da Semsa, no final do mês de maio de 2019 e a cessão de 40 médicos do município para instituições de saúde do Estado contribuíram para que houvesse uma redução na cobertura em Manaus. Soma-se a isso, o fim do programa “Mais Médicos para o Brasil”, do governo federal, e a dificuldade de fixação de médicos na Atenção Básica.

Com informações da Assessoria