Manaus – Os ex- funcionários da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), exonerados a cerca de um ano, sem receber os direitos trabalhistas e com rescisões não homologadas, foram impedidos de receber o Auxílio Emergencial do Governo Federal por ainda ter o contrato ativo com a secretaria.

Conforme o Diário Oficial do Estado do Amazonas (DOEAM), aproximadamente 750 profissionais foram demitidos no dia 1º junho de 2019. De acordo com Jairo Gomes, ex-funcionário do órgão, a exoneração em massa foi inesperada.

“Fomos pegos de surpresa no dia da demissão. Hoje, por conta da pandemia e devido as restrições por causa da doença, trabalho apenas fazendo ‘bico’ próximo a minha casa. Ao abrir o aplicativo da caixa econômica para consultar o auxílio, fui informado de que meu vínculo empregatício ainda estava ativo, mesmo eu não exercendo mais a função na Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam)” explicou o ex- funcionário.

Ainda conforme Jairo, outros profissionais da área de saúde, que foram exonerados em 2015 também enfrentam o mesmo problema. Segundo dona Elita Martins, ex-funcionária da Susam e que atualmente trabalha como costureira, a situação é humilhante.

“A palavra certa para descrever essa situação é humilhação. Na idade em que me encontro, não encontro emprego em canto nenhum. Arranjei um emprego como costureira em meio à crise, ganho R$ 60 por diária. Para quem é mãe de família e tem conta de luz e água para pagar é complicado” disse Elita.

Nota

A Secretaria de Estado da Saúde destaca que informa nos sistemas de Recursos Humanos do Estado todos os desligamentos de servidores que atuam na rede pública de saúde do Amazonas, por tanto, não há desligamentos não oficializados. O profissional que tiver alguma dúvida deve consultar o setor de Recursos Humanos da Susam por meio dos e-mails: [email protected] ou [email protected] Para isso, é necessário informar nome completo e outras informações inerentes ao cargo. 

Fonte Jornal da Record e Record News