Tomado por grande desespero e faltando com honra ao cargo público que exerce em Presidente Figueiredo, o vereador  Jonas Castro (PSB) – que responde pelos crimes de lesão corporal grave, embriaguez ao volante e direção perigosa – vem ameaçando moradores da cidade, que clamam por Justiça pela morte da fiscal de meio ambiente Clemência Assunção, atropelada por ele em 2015, ocasião em que dirigia  alcoolizado.

Não bastasse todos os processos que já responde na Justiça, o vereador Jonas Castro perdeu de vez as estribeiras e passou a atacar moradores do município. As ameças se devem às várias críticas que ele vem recebendo nas redes sociais, por ainda permanecer impune do crime que cometeu.

Uma moradora, por nome Ellem Souza, se pronunciou no Facebook relatando o caso  e afirmou que não iria se calar, mesmo sendo ameaçada pelo próprio vereador.

De acordo a com informações,  a jovem foi avisada de que Jonas Castro, por meio de mensagens, havia lhe mandado parar de criticá-lo nas redes sociais. No texto, enviado  ao seu pai, o vereador disse que a conhecia e sabia onde ela trabalhava, insunuando que iria tomar providências, caso não desistisse de “expô-lo”.

Ao ter conhecimento das ameaças, Ellem respondeu à uma nota de esclarecimento publicada pelos advogados de Jonas, em que  repudiam os ataques feitos pelos moradores.

“O júri é soberano em suas decisões e foi criado com intuito de pares julgarem seus pares. A sociedade já o condenou, é so uma questão de tempo para o cárcere!  Não me intimida recados ameaçadores por parte do vereador, recadinhos emitidos por rede social. A sociedade clama por justiça”, escreveu a jovem.

Mais ameaças

Segundo denúncias de outros moradores, as ameaças não são feitas somente pelo vereador Jonas Castro, mas também por seus advogados, funcionários da Câmara Municipal de Presidente Figueiredo (CMPF).

Incomodado com os vários protestos nas redes sociais, Aldebarto Bitar, um dos “intercessores” de Jonas,  publicou uma nota de repúdio às críticas – das quais considera “ataque pessoal” ao parlamentar – e passou a responder uma a uma. Pelo WhatsApp, ele chegou a dizer a um morador de que em breve o veria “podre e melado de merda”.

Ao ser questionado pela vítima, o advogado se defendeu no Facebook dizendo que suas palavras não configuram uma ameaça. “Não sei desde quando dizer que alguém vai ficar melado de “merda” e fedendo a “merda” configura uma “ameaça” …. kkkkk … mas vcs são superiores aos pobres mortais né, provavelmente estão com a razão”, respondeu em tom de deboche.

O fato é que esse comportamento desrespeitoso por parte do vereador Jonas e de seus advogados, tem deixado os moradores temorosos pelo o que realmente podem fazer, caso não deixem de se manifestar.

O caso será registrado na 37a   Delegacia Interativa de Polícia (DIP), situada no município.