Manaus – Na manhã desta sexta-feira (26), o Portal CM7 recebeu denúncia através da linha direta (92) 99237-7077 apontando mais uma vez, falhas no atendimento, precariedade na infraestrutura e a falta de organização por parte da gerência do Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, situado na Zona Leste de Manaus.

Segundo a denúncia, o local apresenta condições desumanas para os pacientes:

“Minha avó se encontra aqui desde ontem , após duas semanas indo e vindo de outros hospitais, conseguimos interna-la aqui nessas condições desumanas. Ela agora está na sala de poli trauma pois não tem álcool disponível, do lado dela tem uma senhora entubada acho que está em coma. Creio que não era aqui pra elas estarem. Onde entram pessoas feridas a bala , facadas e acidentes. Ela é hipertensa e passou mal ontem, ao ver o rapaz entrando com a cabeça toda cortada aqui”.

Veja o vídeo:

 

 

 

O Portal CM7 dispõe-se sobre o direito de resposta  em matéria divulgada, publicada ou transmitida por veículo de comunicação social de acordo com LEI Nº 13.188, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2015.

 

Atualização 13h46

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informa que prontos-socorros são serviços de porta aberta e, por isso, todos os pacientes que procuram atendimento são acolhidos, mesmo quando há superlotação. O Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio Machado informa que denuncias sobre falta de materiais, como raio X produtos para exames de glicemia e álcool em gel não procedem. O raio X está funcionando normalmente. Também não há falta de cadeiras de rodas.

A unidade atende, diariamente, uma média 400 pessoas que, em sua grande maioria, saem satisfeitas com o atendimento.

O parque de imagens da unidade está entre os mais completos da região, com oferta de tomografia computadoriza, raio-x, ecocardiograma, procedimento de endoscopia. Realiza cirurgias em diversas especialidades clínicas, como a cirurgia geral de cabeça e pescoço, cirurgia vascular, cirurgia plástica, cirurgia torácica e neurológica. São realizadas, em média, 370 cirurgias por mês naquela unidade, onde todos os dias um verdadeiro exército de mais de 1.300 profissionais (800 de dia e 300 a noite) se dedica a salvar vidas.

Importante esclarecer que nem todo paciente em cadeira ou no corredor é da internação. Alguns estão recebendo medicação ou foram medicados e estão aguardando avaliação do médico para serem liberados ou ser internado, o que acontece conforme a programação de alta. A Susam está trabalhando para aumentar a oferta de leitos nas unidades do Estado.

O Hospital está em fase de implantação do seu serviço de Ouvidoria para melhorar a relação com os usuários, mas ressalta que reclamação e sugestões também podem ser feitas à direção que buscará a melhor solução para os casos.