Manaus- Nesta sexta-feira (2), a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) fez doação de uma tonelada de alimentos não perecíveis, 200 kits de higiene pessoal e 82 fracos de colírio para deficientes visuais. É a primeira ação da Assembleia Viva, programa criado há cerca de 40 dias e do qual participam 485 servidores, além diretores e deputados, que contribuem com doações voluntárias, a partir de R$ 10. O valor total de contribuição para o Assembleia Viva chega a R$ 15 mil, a maior parte de servidores efetivos.

Em cerimônia com a presença do presidente da Casa, Josué Neto (PSD), três instituições que foram contempladas com os materiais: Associação dos Deficientes Visuais do Amazonas (Advam), que recebeu 82 frascos de colírio para combater diversas doenças da visão; Instituto Silvério Almeida Tundis (Isat), que presta auxílio a 60 deficientes mentais e recebeu uma tonelada de alimentos; a ONG Acolhimento, que desenvolve um trabalho com moradores de rua e suas famílias, recebeu 625 quilos de alimentos arrecadados no Arraial da Aleam, além de 200 kits de higiene pessoal.

Josué Neto informou que o valor mensal das contribuições chega a R$ 15 mil e os servidores efetivos são os maiores contribuintes. “Acredito que nada nos deixa tão bem quanto fazermos o bem. Isso é algo muito importante para a nossa vida”, declarou, ao lado dos colegas Alessandra Campêlo (MDB) e Sinésio Campos (PT). Além das doações, representantes das três instituições receberam Certificado de Parceria do Programa Assembleia Viva, presidido por Karina Brilhante.

A representante da ONG Acolhimento, a psicóloga Márcia Protázio, disse que o projeto existe há 30 anos, mas há três anos está formalmente registrado.

“Trabalhamos para o fortalecimento dos vínculos familiares, envolvendo a família, crianças e também com educação ambiental”. Márcia cita atividades com o lixo reciclável e a construção de hortas. Crianças que não estudam são alvo do trabalho da ONG Acolhimento. “Nós trabalhamos com crianças que não estudam, tentamos inserir todas na escola”, diz ela, revelando que os alimentos recebidos serão usado em atividades a serem realizadas a partir de amanhã mesmo.

Transparência

A diretora de Assistência Social da Aleam, Eliane Ferreira, explica o procedimento para que as instituições recebam as doações da Assembleia Viva.

“As instituições se cadastram, nossas assistente sociais vão até elas e fazem todo um levantamento. Se realmente existem, se trabalham com transparência, se têm necessidade. Elas fazem um relatório que é levado para uma comissão de mais de 20 membros. Essa comissão analisa se vai ser liberado ou não. Precisa dessa aprovação. Existe todo um trabalho técnico, porque é necessário ter muita transparência nesse trabalho e isso leva tempo. Ainda vamos ver como fazer nas próximas doações. Vamos ter uma reunião para estipular se a doação será feita uma vez por mês ou toda sexta-feira. Mas tudo isso tem ser aprovado pela comissão”, afirma.