Assediada no bar Axerito não consegue fazer B.O na Delegacia da Mulher

Uma estudante de 20 anos, que não quis se identificar, denunciou um caso de assédio sofrido no bar Axerito, no conjunto Adrianópolis, Zona Centro-Sul de Manaus. Ela relata que um homem desconhecido colocou a mão debaixo da saia dela sem consentimento.

Ela conta que estava dançando com amigas quando sofreu o assédio. “Esse cara agarrou a minha saia. Aí, comecei a discutir com ele”, relata a jovem, que diz ainda que a segurança do local fez “pouco caso” da situação.

Após toda a confusão, o dono do bar pediu para que ela identificasse o assediador, e todos foram encaminhados para a Delegacia da Mulher.

A vítima conta que, chegando na Delegacia da Mulher, teve dificuldades para registrar o Boletim de Ocorrência (B.O). Isso porque achavam que ela estava exagerando.Além disso, a estudante viu o assediador conversando com o policial. Logo depois, o policial pediu pra que eles fossem para a delegacia do Aeroclube, porque na delegacia da mulher estava muito lotado, sendo que não estava.

Chegando ao 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no bairro Parque das Laranjeiras, os policiais colocaram dificuldade também pra que ela registrasse o Boletim de Ocorrência: disseram que ela precisava da presença de um advogado para fazer isso. Mesmo sabendo que isso não procede, conseguiu com que um amigo a acompanhasse, e mesmo quando estava registrando a ocorrência, a pessoa que a atendeu não levou seu caso a sério.

A delegada Alyne Lima informou que deve ser aberto um inquérito de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por Importunação Ofensiva ao Pudor, que é mais leve que o crime de assédio sexual, e punido geralmente com multa.

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