Amazonas – Na segunda-feira, 16, a sessão ordinária da Câmara Municipal de Manacapuru, foi bastante tensa por conta de ter sido dado entrada o pedido de cassação do Prefeito Beto D’Angelo, feito pelo advogado Euler Barreto.

Em um documento com 23 páginas o advogado apresentou denúncia relatando que o prefeito Betanael da Silva D’ângelo, teria cometido práticas de crime de responsabilidade e de infração político-administrativa, conforme as razões de fato e de direito que o mesmo relatou várias denuncias e por fim pediu ao Legislativo Municipal que seja decretada a perda de seu cargo, bem como a inabilitação para exercer função pública, pelo prazo de oito anos.

A sessão agitou quando a documentação entrou na pauta e o autor da denúncia teria direito a falar. Populares que ocupavam a Casa Legislativa começaram a gritar tentado evitar que o pronunciamento do advogado não fosse feito. A confusão atingiu também o presidente da Câmara que teve faixas e gritos de ordem ofensivos contra sua autoridade.

DENÚNCIA

III – Dos pedidos – À Câmara dos Vereadores de Manacapuru rogamos que coloque um fim nesta situação, autorizando que o Prefeito do Município de Manacapuru seja processado pelos delitos perpetrados, para que sendo julgado seja, ao final, condenado à perda do mandato, bem como à inabilitação para exercer cargo público pelo prazo de oito anos, nos termos do artigo 78 e 79 da Lei Orgânica Municipal e art. 5º, VI, do Decreto-Lei n. 201/1967.

Os fatos são de conhecimento notório, de forma que o denunciante entende ser suficiente à deflagração do processo de impeachment municipal. Por certo, os fatos aqui narrados são suficientes a instruir o feito; porém, na eventualidade de a Câmara e o Senado entenderem pela necessidade de ouvir testemunhas, desde logo, arrolam-se aquelas cuja participação nos fatos fora essencial para o desmantelar de toda essa terrível situação, em especial: 1) Vanessa Vieira de Mendonça; 2) Andrick Vieira de Mendonça; 3) Marcelo Diaz; 4) Sérgio Roberto Santos; 5) Vitor Moreira da Fonseca.

Requer, ainda, o resguardo do prazo de quinze dias úteis para o aditamento da presente denúncia, sendo conveniente pelo denunciante outras informações. Requer, por fim, a intimação do denunciante de todos os despachos que tomar esta casa quanto ao presente feito, até sua conclusão. Friso que concomitante ao protocolo ora realizado, também será protocolizada Notícia Crime na Polícia Federal, representação criminal no Ministério Público Federal, tendo em vista o envolvimento de verbas federais numa das denúncias, e representação criminal no Ministério Público Estadual.

Recentemente se viu a prisão do ex-prefeito de Iranduba, Xinaik Medeiros, e do ex-prefeito de Santa Isabel do Rio Negro, Mariolino Siqueira, do prefeito de Tapauá, José Bezerra de Guedes, e mês passado a do prefeito de Humaitá, Herivâneo Vieira.