Para evitar aglomeração de pessoas, reduzindo os riscos de transmissão do novo coronavírus, causador da Covid-19, a Prefeitura de Manaus deu início nesta quinta-feira, 2/4, a uma ação conjunta para realocação temporária dos indígenas venezuelanos da etnia warao, que estavam alojados na casa de acolhimento provisório situada na zona Leste da capital. Neste primeiro dia de ação, foram remanejadas 157 pessoas para um centro esportivo localizado na zona Oeste.

As equipes de abordagem da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) direcionaram o encaminhamento por famílias. Todos foram transportados, seguindo os protocolos de higiene e organização da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo a titular da Semasc, Conceição Sampaio, as parcerias são a principal forma de oferecer proteção ao público mais vulnerável. “Estamos seguindo as determinações do prefeito Arthur Virgílio Neto e do próprio Ministério Público Federal quanto aos meios de proteger as famílias dessa pandemia, com a parceria intensa de vários órgãos, todos focados em evitar a propagação da Covid-19, dentro do fluxo migratório venezuelano”, disse, acrescentando que o local onde eles foram alojados não será divulgado, para não expor os refugiados, seguindo as recomendações alinhadas em reuniões com os órgãos envolvidos no processo.

Nos espaços de acolhimento provisório todos terão atenção redobrada quanto à alimentação e higiene, com limpeza semanal do espaço e reforço nutricional, para aumentar a imunidade.

A ação segue ocorrendo nos próximos dias, contando com a participação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), Organização Internacional de Migração (OIM), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Operação Acolhida – Exército brasileiro e secretarias municipais, que darão suporte total durante o tempo de permanência.