Vigilância Sanitária de SC apura morte de menina de 13 anos após vacina da Pfizer

Por Henrique em 13 de janeiro de 2022 às 9:46 | Atualizado 13 de janeiro de 2022 às 10:03 Vigilância Sanitária de SC apura morte de menina de 13 anos após vacina da Pfizer

Brasil – A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE) investiga a morte ocorrida na segunda-feira (10/1) de uma menina de 13 anos, moradora da cidade de Araranguá (SC), após reação adversa da vacina da Pfizer.

Paralisia de Bell

De acordo com a mãe da menina, Alice Romano Martins, a filha recebeu a primeira dose da vacina em 9 de novembro e cinco dias depois apresentou um quadro de Paralisia de Bell — um distúrbio que normalmente paralisa um dos lados do rosto e pode ser causado por infecções virais ou problemas imunológicos.

Alice diz que depois de um tratamento com corticoides os sintomas da menina se agravaram e ela foi internada no dia 29 de dezembro apresentando depressão respiratória. Na sequência, foi intubada e transferida para o Hospital Infantil Joana de Gusmão, de Florianópolis, em 2 de janeiro.

Segundo a mãe da menina, após vários exames foi detectada uma infecção no cérebro, mas sem uma causa definida. O médico informou que realizaram o tratamento com antibióticos, mas não conseguiram baixar a febre da paciente.

“Eles tentaram a noite toda, mas durante a manhã o quadro dela se agravou. E então me chamaram na ‘salinha’ e falaram que nada mais poderia ser feito, pois a infecção atingiu uma parte importante do cérebro. Às 10h15 minha filha faleceu”, disse a mãe.

Alice alega que a filha não possuía problemas de saúde e que até agora não foi descoberta a causa da morte, mas a mãe crê que tenha sido a vacina da Pfizer pois foi que ocasionou o quadro da menina.

Investigação

Ao portal Agora!, o Hospital Infantil Joana de Gusmão informou que somente a Secretaria de Estado da Saúde pode falar sobre o caso.

A DIVE informou em nota que está investigando o óbito da menina, notificado pelo município como possível “Evento Adverso Pós-Vacinação (EAPV), temporalmente associado à aplicação da vacina.”

“No entanto, considerando que a notificação de qualquer EAPV deva ocorrer em um prazo de até 30 dias após o recebimento da vacina, é necessário avaliar com cautela essa informação, pois o óbito pode estar associado a outras causas e não necessariamente à vacina”, finalizou a nota.

 

 

Com auxílio de informações via Portal Agora! e EA NOTÍCIAS DIRETO DE ORLEANS

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