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Vice do PMDB diz que relação com o governo está ‘se esfacelando’

Da redação | 14/03/2016 16:10

BRASÍLIA – Eleito no sábado como vice-líder do PMDB, o senador Romero Jucá (RR) disse que a relação do partido com o governo Dilma Rousseff está se “esfacelando”. Em discurso nesta segunda-feira na tribuna do Senado, ele também conclamou os políticos a trabalhar para construir uma “solução” para o país.

Jucá afirmou que a relação com o governo veio piorando ao longo do tempo. Ressaltou que chegou-se a cogitar uma reaproximação quando o vice Michel Temer foi chamado para a articulação política. Afirmou, porém, que não houve a parceria esperada.

— Da eleição para cá, esse processo de entendimento e parceria foi se desconstruindo, se esfacelando. Alguns meses atrás foi dito que haveria uma reaproximação, que o Michel Temer ia coordenar a parte política e depois de algum tempo deu em água — disse Jucá.

O vice do PMDB afirmou que “setores majoritários” do partido defendem o afastamento do governo e disse que o partido não pode ser culpado pela crise econômica e pela falta de articulação política.

— O PMDB participa do governo, ajuda setorialmente, mas o PMDB não tem ingerência na política econômica, que está destruindo o país, na condução politica, que está desagregando a base. Temos hoje um momento de dificuldade, de relevância, existem setores do PMDB que defendem a continuidade do governo e existem setores majoritários que defendem o afastamento — disse Jucá.

O peemedebista afirmou que diante das manifestações deste domingo cabe aos políticos construir uma saída que atenda ao clamor popular.

— A gente não pode tapar sol com a peneira. O que ocorreu foi uma demonstração de que o Brasil quer uma solução. Se os políticos não tiveram competência de construir essa solução ela virá independente da política — afirmou.

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) destacou como positiva a decisão do PMDB de esperar até 30 dias para decidir sobre o rompimento. Ele afirmou que o partido é o principal ator da política nacional.

— O PMDB é o centro de gravidade da política do Brasil. Essa é a verdade. E continuará sendo se continuar sendo conduzido com sabedoria e equilíbrio — afirmou o tucano.

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