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‘Temer não teme nenhum tipo de investigação’, diz Jucá sobre TSE

Da redação | 20/04/2016 14:10

SÃO PAULO – O presidente do PMDB, Romero Jucá, disse que o partido e Michel Temer apoiam a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que autorizou a Polícia Federal a procurar provas sobre irregularidades na eleição da chapa Dilma-Temer. No entanto, o senador fez a ressalva de que as prestações de contas devem ser atribuídas somente ao PT. O vice-presidente está em São Paulo nesta quarta-feira, onde se reúne com peemedebistas.

– O Temer não teme nenhuma tipo de investigação. Pelo contrário, o vice-presidente apoia as investigações da Polícia Federal e do TSE. Isso é legítimo. O PMDB e o próprio Temer têm dito que nenhuma ação da nossa parte será feita no incentivo de coibir qualquer tipo de investigação. Tudo tem que ser esclarecido, e ninguém está acima da lei. Agora, o que o PMDB tem dito é que as ações específicas do PT, no que dizem respeito às prestações de contas, não têm a ver com o vice-presidente. São pessoas e partidos distintos que tiveram tipos de atuações distintas. Portanto, em julgamento, tudo isso tem que ser considerado – argumentou Jucá, na saída de uma reunião no escritório de Temer com outros quadros do PMDB.

Jucá ressaltou a preocupação do partido com as mensagens que seriam passadas por Dilma e Lula a órgãos internacionais de que o impeachment se trata de um golpe. O senador disse que vai enviar uma nota de esclarecimento à imprensa internacional e dará uma entrevista coletiva a correspondentes, na próxima semana, em Brasília, para justificar a legitimidade do processo.

– Em nível internacional, a postura do governo da presidente Dilma, no fundo, está comprometendo a imagem do país. Estamos muito preocupados com o tipo de mensagem equivocada e até maléfica que está sendo passada para setores internacionais, que não têm os detalhes dos procedimentos constitucionais do Brasil e possam ser enganados com a tentativa da passagem de uma imagem de que está havendo algum tipo de golpe. Quando, na verdade, o que está se fazendo é julgar crimes cometidos por um governo que está desacreditado pela sociedade e jogando o país num imenso buraco.

Aliados do vice-presidente Michel Temer também se mostraram preocupados com a viagem da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos, na próxima quinta-feira. Na avaliação de peemedebistas, ela usará a agenda internacional na ONU para ventilar entre chefes de Estado que está sendo vítima de um golpe arquitetado pelo próprio companheiro de chapa.

ENCONTRO COM PEEMEDEBISTAS

Em São Paulo, o vice-presidente se reúne hoje com peemedebistas, como o ex-ministro da Aviação Civil de Dilma Eliseu Padilha, o ex-ministro da Integração do governo Lula e um dos principais articuladores de Michel Temer no Congresso, Geddel Vieira Lima, além de Moreira Franco. Ainda não se sabe quando ele vai à Brasília assumir a Presidência da República por conta da viagem de Dilma.

Principal articulador de Michel Temer, o ex-ministro da Aviação Civil Eliseu Padilha foi o primeiro dos peemedebistas a chegar para participar de uma reunião num dos escritórios do vice-presidente, na Praça Pan-Americana, em São Paulo. A jornalistas, ele tentou repetir o mesmo discurso de Temer, de aguardar respeitosa e silenciosamente a decisão do Senado sobre o impeachment, mas não se furtou a comentar as declarações do ex-presidente Lula de que o PT vai lutar para derrubar a decisão.

Na entrada do encontro com Temer, Geddel Vieira fez duras críticas a presidente Dilma Rousseff e disse que não há articulação ministerial por parte do vice.

— Dilma tem que parar com essa história de tentar se vitimizar e denegrir a imagem do Brasil. Esse discurso de tentar se vitimizar e bancar a pobrezinha para angariar para ela pena faz denegrir a imagem do Brasil. Não ajuda em nada — disse Geddel, que chegou acompanhado de Moreira Franco. — Ninguém mais vai aceitar esse discurso que o PT tenta fazer.

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