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STF abre ação penal contra deputado do PP na Lava-Jato

Da redação | 21/06/2016 18:00

BRASÍLIA – O Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou nesta terça-feira denúncia contra o deputado Nelson Meurer (PP-PR) e seus dois filhos, Nelson Meurer Junior e Cristiano Augusto Meurer, e abriu ação penal contra eles. Os três agora são réus e responderão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A decisão foi tomada por unanimidade pela Segunda Turma do tribunal, formada por cinco ministros. É a segunda ação penal aberta no STF no âmbito da Lava-Jato. Antes disso, apenas o presidente afastado da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), era réu no tribunal por conta dos desvios da Petrobras.

As investigações revelam que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e a cúpula do PP receberam, entre 2006 e 2014, R$ 357,9 milhões em recursos desviados de contratos de empreiteiras com a estatal. Desse total, R$ 62,1 milhões eram guardados em um “caixa de propinas” administrado pelo doleiro Alberto Youssef. Um dos maiores beneficiados com o esquema de desvios foi Meurer. No mesmo período, ele recebeu R$ 29,7 milhões. A quantia foi dividida em 99 repasses de R$ 300 mil mensais.

Segundo a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Meurer também obteve, em 2010, “repasses extraordinários” para financiar sua campanha à reeleição na Câmara dos Deputados. Por meio de Youssef, teriam sido entregues R$ 4 milhões em espécie ao deputado. Além disso, a construtora Queiroz Galvão transferiu R$ 500 mil a Meurer em dois repasses. Para a Procuradoria Geral da República, tratava-se de “propina disfarçada de doação eleitoral oficial”.

Os dois filhos do deputado teriam contribuído para o recebimento do dinheiro e, por isso, também foram denunciados. Janot pede que os três devolvam aos cofres públicos os R$ 357,9 milhões desviados. Ele também quer que o grupo pague danos morais à União no mesmo valor, no mínimo. Os valores seriam acrescidos de juros e correção monetária. Esse pedido será julgado ao fim da ação penal, se os crimes forem comprovados.

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