O primeiro sequenciamento do coronavírus feito na Amazônia revelou que ele já tem 11 mutações em relação ao que foi sequenciado em São Paulo, em fevereiro. Isso aponta para a circulação de linhagens diferentes do vírus no país. A diferença encontrada entre os vírus dentro do nosso país é maior do que as do vírus original de Wuhan, na China, onde foram registrados os primeiros casos da covid-19. Ao todo, foram nove mutações diferentes achadas no coronavírus da Amazônia em comparação ao chinês.

A pesquisa foi feita na Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) Amazônia, em Manaus, e coordenada pelo cientista na área de virologia e biologia molecular Felipe Naveca. A amostra do vírus foi feita no dia 16 de março com material colhido de um paciente infectado na Espanha. “A gente não tem ainda como saber se essas mutações da China para cá já são alguma coisa que terá impacto do ponto de vista clínico”, conta.

O sequenciamento deixa claro que o vírus está em evolução —o que não quer dizer necessariamente que esteja causando problemas mais graves no ser humano. “A priori não tem nada que a gente possa dizer que a mutação aqui está relacionada a um aumento de virulência desse vírus”, diz Naveca. “Mas isso sugere que ele ainda deve evoluir muito”, conta o cientista.

Veja entrevista completa no site UOL neste link: https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2020/04/01/sequenciamento-no-am-revela-linhagem-diferente-de-coronavirus-achado-em-sp.htm

Fonte UOL