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PT quer mais prazo no Senado e não quer Ana Amélia como relatora do impeachment

Da redação | 18/04/2016 17:20

BRASÍLIA — O PT não aceita a senadora Ana Amélia (PP-RS) como relatora do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff no Senado e quer mais prazo para a tramitação dessa primeira fase, da admissibilidade. Os petistas avaliam que uma tramitação mais arrastada aumentaria as chances de rever o cenário desfavorável porque haveria um crescimento da rejeição ao vice-presidente Michel Temer.

— Interessa para a gente ganhar tempo, porque a impopularidade do Temer é cada vez maior e isso vai nos ajudar — disse Lindbergh Farias (PT-RJ).

Dentro dessa estratégia, os petistas irão pedir ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que a comissão que debaterá o processo seja instalada só na próxima segunda-feira, dia 25, e não nesta quarta-feira, dia 20, como defende a oposição. Os governistas sustentam que há um prazo de 48 horas após a leitura, ato que só será realizado nesta terça-feira. Como na quinta-feira é comemorado o feriado de Tiradentes, o processo ficaria para a próxima semana.

Os petistas defendem ainda a nomeação de um relator “independente”. Eles não aceitam Ana Amélia (PP-RS), que vem sendo apontada como nome para a função. O argumento é de que como o PP fechou questão pelo impeachment, ela não teria isenção para relatar.

— Não aceitamos a Ana Amélia. Temos que ser juiz nesse caso e, como o PP fechou questão, ela não tem condição de relatar — afirmou Lindbergh.

O processo no Senado começa por uma comissão especial e depois segue ao plenário para a análise da admissibilidade. O processo seguirá adiante se receber o apoio de ao menos 41 dos 81 senadores.

Enquete do GLOBO mostra que 46 senadores já declararam voto pelo impeachment. Vinte disseram ser contra. Superada a admissibilidade, Dilma seria afastada do cargo e o Senado teria até 180 dias para fazer o julgamento de mérito, no qual é necessário ter 54 votos para afastar Dilma de forma definitiva.

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