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PT assume liderança da oposição no Senado e boicota jantar com Meirelles

Da redação | 28/06/2016 17:20

BRASÍLIA – O PT indicou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) para ser o novo líder da oposição e anunciou que vai boicotar o jantar desta terça-feira do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. A bancada de dez senadores do PT se reuniu inclusive com o presidente nacional do PT, Rui Falcão, e decidiu não participar do jantar na noite de hoje com Meirelles. No Senado, a liderança oposição fica com Lindbergh e, na Câmara, com a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), ambos do Rio de Janeiro,

O PT também decidiu mudar seu líder no Senado: Humberto Costa (PE) volta ao cargo, no lugar de Paulo Rocha (PA). Lindbergh disse que o chamado “bloco de oposição” reúne os dez senadores do PT e aqueles que defendem a presidente afastada Dilma Rousseff, ou seja, 22 senadores que votaram contra o impeachment e que são de diferentes partidos.

— Não vamos ao jantar. Não conhecemos esse governo como legítimo. Teremos uma reação institucional com o presidente Renan, mas vamos ser oposição à essa pauta que vem do Temer e é comandada pelo Renan — disse Lindbergh.

A intenção do bloco de oposição é evitar a aprovação da PEC que limita os gastos públicos à variação da inflação.

— Essa é a PEC da doença e da ignorância — disse Lindbergh.

No Senado e na Câmara, o bloco de oposição quer evitar a aprovação de medidas da chamada Agenda Brasil, novo discurso de Renan e Temer, que sem se aproximando nas últimas semanas.

Além do PT, outros senadores da tropa de choque de Dilma não devem comparecer ao jantar. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) também não deve ir.

O encontro com Rui Falcão, conforme relato ao GLOBO, ocorreu na noite de segunda-feira. Ficou acertado que nem o vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC) – ausente na conversa – também não deveria comparecer ao encontro, já que era um ato com o novo governo e não um ato institucional do Senado.

No encontro com Rui Falcão, também ficou acertado que os petistas tentarão levar adiante a proposta de plebiscito sobre novas eleições, a ser feito juntamente com a eleição municipal de outubro. A presidente Dilma tem prometido aderir à proposta caso volte ao cargo.

Apesar de terem ocupados os cargos de líderes da oposição, Lindbergh disse que eles ainda acreditam que isso será “provisório” e que Dilma não será afastada definitivamente.

— Esperamos que seja uma liderança provisória. Hoje, não temos os votos, mas, até o final de agosto, muita coisa pode acontecer. Não jogamos a toalha, muito pelo contrário — disse Lindbergh.

— Era líder do PT, fui para a liderança do governo até o afastamento da presidente Dilma e agora volto ao comando do PT. Mas não terei problema em voltar à liderança do governo — acrescentou Humberto Costa.

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