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Promotores de SP apuram supostas irregularidades em unidades da Bancoop

Da redação | 23/03/2016 19:20

SÃO PAULO – Os promotores do Ministério Público de São Paulo que pediram, no início do mês, a prisão preventiva do ex-presidente Lula instauraram uma investigação complementar para apurar suposta lavagem de dinheiro na compra de apartamentos da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop). Também foi juntado ao processo o depoimento de Sandra Aparecida Gomes, que afirmou ter ficado sabendo que a cooperativa quebraria e apenas alguns empreendimentos seriam salvos. Os documentos foram obtidos pelo jornal “O Estado de São Paulo”.

No documento anexado à investigação, são citados o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, a ex-chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, amiga do ex-presidente Lula, além de sua filha, Mirele Nóvoa de Noronha Oshiro, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, Freud Godoy, ex-segurança de Lula, e o ex-ministro do Ministério da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, entre outros.

Os promotores Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique de Moraes Araújo, querem que sejam apuradas “possíveis irregularidades envolvendo condomínio de construção e ligação com a OAS no residencial Jardim Anália Franco, entre outros e a possibilidade de lavagem de dinheiro na modalidade dissimulação da origem do dinheiro para aquisição de bem imóvel, ou, ainda, como fruto de possível produto de estelionato envolvendo pessoas e movimentos ligados ao Partido dos Trabalhadores”, diz um trecho do documento.

Eles também juntaram ao novo procedimento o depoimento de Sandra Aparecida Gomes que afirma ter participado de uma reunião na qual teriam dito que a Bancoop quebraria, mas que algumas torres seriam preservadas e que o triplex iria efetivamente para o “chefe” e para a OAS Empreendimentos.

No início do mês, os promotores paulistas denunciaram o ex-presidente Lula por crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica por causa da suposta aquisição do triplex 164-A, do Condomínio Solaris, no Guarujá. O ex-presidente nega que ele seja proprietário do imóvel.

Além de Lula, também foram denunciados na ação do início do mês a esposa do ex-presidente, Marisa Letícia, um dos filhos do ex-presidente, Fabio Luís Lula da Silva, e os ex-dirigentes da construtora OAS, Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, e o ex-presidente da Bancoop, João Vaccari Neto.

Ao jornal “O Estado de São Paulo”, Vagner Freitas, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que pagou pelo apartamento, tem a escritura e vai levá-la ao Ministério Público. O GLOBO não conseguiu contato com os demais citados.

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