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Policiais prometem intensificar as investigações

20 de março de 2016 0 por

BRASÍLIA E SÃO PAULO — Entidades sindicais de delegados da Polícia Federal e do Ministério Público Federal reagiram às declarações do ministro da Justiça, Eugênio Aragão, que ameaçou afastar policiais suspeitos de vazamento de informações sigilosas. Na segunda-feira, a diretoria da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) deverá se reunir para decidir se entra na Justiça com um mandado de segurança para impedir afastamentos preventivos de policiais federais.

Delegados da Operação Lava-Jato em Curitiba também criticaram o ministro. Um deles disse ao GLOBO que, a partir de agora, vão acelerar as investigações da Operação Lava-Jato. A primeira reação partiu do presidente da ADPF, Carlos Eduardo Sobral.

— Lamentamos profundamente, do ministro da Justiça, quando ele diz que vai afastar policiais da Lava-Jato (por suspeita de vazamento seletivo de informações). Isso aí é uma interferência nas investigações — disse Sobral.

As declarações de Eugênio Aragão não foram bem recebidas entre delegados de Curitiba que atuam na Lava-Jato. Eles dizem que uma eventual troca de equipe levaria à paralisação da operação.

— Sabemos que, se trocarem as equipes, tudo vai parar. Não que não existam profissionais capacitados para nos substituírem, não é isso. É que, com certeza, o pessoal que será colocado terá outro objetivo. Não tenho esse tipo de apego, não me importo em ser substituído. O que não vamos admitir é que destruam o nosso trabalho — disse um dos investigadores.

O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, José Robalinho Cavalcanti, disse que é um equívoco se falar em vazamentos ilegais na Lava-Jato. Segundo ele, com exceção de um suposto vazamento da operação que resultaria na condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não houve divulgação irregular de dados sigilosos da investigação.

— A imprensa livre discutir um processo que não está sob sigilo não é crime — afirmou Robalinho.