O jornalista Hélio Schwartsman, da Folha de S. Paulo, foi intimado a depor no inquérito da Polícia Federal aberto para investigá-lo depois do texto opinativo entitulado “Por que torço para que Bolsonaro morra” publicado em julho pelo jornal.

Foi o próprio André Mendonça, ministro da Justiça, que determinou a abertura da investigação com base na Lei de Segurança Nacional. O texto foi publicado depois que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou que havia testado positivo para o novo coronavírus.

À época, a Folha afirmou que o colunista havia emitido uma opinião e que “pode-se criticá-la, mas não investigá-la”.

Na argumentação, Schwartsman critica a gestão da pandemia da Covid-19 e argumenta que “o sacrifício de um indivíduo pode ser válido, se dele advier um bem maior”.

Sobre a convocação do jornalista para depor, o advogado Luís Francisco de Carvalho Filho, que representa o veículo, afirmou que o inquérito é “mais um desvio autoritário do governo Bolsonaro, avesso à Constituição e à liberdade de expressão”.

Abertura de inquérito

Ainda em julho, o ministro da Justiça usou as redes sociais para dizer que liberdades de expressão e imprensa são “direitos fundamentais”, porém “limitados pela lei”.

“Diante disso, quem defende a democracia deve repudiar o artigo ‘Por que torço para que Bolsonaro morra’. Assim, com base nos artigos 31, IV; e 26 da Lei de Segurança Nacional, será requisitada a abertura de inquérito à Polícia Federal”, escreveu.

Fábio Faria, ministro das Comunicações, afirmou que o artigo era um ataque à Presidência da República e pediu que o artigo fosse repudiado em prol da “pacificação do país”.

Com informações do Yahoo Notícias