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PF apreende planilhas da Odebrecht com valores a políticos

Postado por - 23/03/2016 14:20    

SÃO PAULO E CURITIBA – Planilhas apreendidas pela Polícia Federal lista doações feitas pelo Grupo Odebrecht a mais de 200 políticos do país, de mais de dez partidos. Os documentos foram apreendidos com Benedicto Barbosa Silva Júnior, conhecido como “BJ”, presidente da Odebrecht Infraestrutura e um dos principais interlocutores do empresário Marcelo Odebrecht na alocação de recursos a campanhas políticas.

Ainda não é possível afirmar se as doações foram feitas legalmente ou por meio de caixa 2. Outros documentos descobertos pela Lava-Jato indicam que alguns desses repasses possam ter sido feitos sem o conhecimento da Justiça Eleitoral.

Na lista, antecipada pelo blog do jornalista Fernando Rodrigues, estão políticos de vários partidos. Chama a atenção que os nomes estejam relacionados a codinomes. O senador José Sarney (PMDB), por exemplo, é chamado de “Escritor”. Renan Calheiros, o “Atleta”. Eduardo Paes, prefeito do Rio, tem como codinome “Nervosinho”. Eduardo Cunha (PMDB) , presidente da Câmara dos Deputados, é o “Caranguejo”. O senador Humberto Costa (PT), “Drácula”. O também senador Lindbergh Farias (PT) aparece como “Lindinho”, como, de fato, é conhecido. O apelido de Manuela Pinto Vieira d’Ávila, deputada federal pelo PC do B, é “Avião”.

A soma dos valores relacionados aos políticos é de R$ 55,1 mil, mas pela quantidade de nomes, e o patamar de gastos das campanhas eleitorais, sugere que a quantia possa ser, na verdade, de R$ 55,1 milhões.

Na 26ª fase da Lava-Jato, deflagrada nesta terça-feira, os investigadores descobriram uma contabilidade paralela da Odebrecht, suspeita de ter criado um departamento apenas para gerenciar o pagamento a políticos e agentes públicos. Nela, os valores também são atribuídos apenas a codinomes, como forma de dificultar a identificação do destinatário. Para a força-tarefa da Lava-Jato, o dinheiro que saiu da contabilidade paralela da empresa era propina de contratos da Petrobras.

DOCUMENTOS MOSTRAM DOAÇÕES A CAMPANHA MG

Em uma anotação encontrada com o executivo mostra um suposto controle de doação para a campanha a prefeitura de Belo Horizonte, em 2012. Nela é possível ver três iniciais “ML(PSB)”, “PA(PT)” e “MC (PT)”. “ML” seria o prefeito da capital mineira Márcio Lacerda, que disputava a reeleição naquele ano, já “PA” seria Patrus Ananias, candidato de derrotado do PT. E “MC” seria o deputado federal Miguel Corrêa, que seria o candidato à vice na chapa de Lacerda naquela eleição, mas desistiu da eleição para apoiar Ananias.

Em frente de cada inicial, a a indicação de valores que podem ter sido repassados a eles. Numa das colunas, denominada de “oficial”, há os valores de 700 para “ML”, 700 para “PA” e 500 para “MC”. Além disso, há uma referência de um segundo repasse a “ML” no valor de 2.300. Os investigadores da Lava-Jato analisam se os repasses foram legais ou não.

A Odebrecht não fez doação oficial direta a Lacerda em 2012. Contudo, a empresa doou ao diretório municipal do PSB cerca de R$ 3 milhões. O valor é compatível com a soma das anotações encontradas com o executivo.

REGRA DO JOGO

Foi achado também uma folha com regras para “Sport Club Unidos Venceremos”. Ele é similar ao encontrado pela Polícia Federal durante as buscas nas empreiteiras e que mostravam a participação no cartel como “campeonato”. Nesta investigação, ele pode ser relacionado à distribuição de dinheiro a políticos.

A primeira das regras é que “todos terão mesma (remuneração) participação independente de serem titulares ou não durante os jogos”. Além disso, a “escalação dos titulares por jogo será feita pela maioria do Sport levando-se em conta conhecimento que cada um tem do campo de jogo dos jogadores adversários, do juiz da federação que comandará jogo”

O Sport, no caso, teria sete jogadores principais: Paulistano, Mineiro, Baianinho, Paulista, Carioquinha, Júnior e Novo Baiano, e a regra é que teriam a mesma remuneração “independente de serem titulares ou não durante os jogos”.

“Os jogadores do SPORT aceitarão uma participação de no mínimo 60% sessenta per cento do vaior total do bicho pago por jogo ,para os jogos da Federação Regional e, 4-0% para os jogos da Federação Nacional levando se em conta as taxas locais cotas para os adversários”, diz o documento,

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