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No ‘bunker’ de Dilma, o protagonista foi Lula

Da redação | 17/04/2016 07:20

BRASÍLIA. Apontada como articuladora inábil, a presidente Dilma Rousseff entrou na batalha do impeachment recrutando o mais audaz negociador político do PT: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Coube a ele traçar a estratégia de resistência, executada em conjunto com os três principais auxiliares de Dilma no Planalto: os ministros Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) e Jaques Wagner (Gabinete da Presidência) e o assessor especial Giles Azevedo.

O QG de Dilma montou uma operação de guerra na última semana, quando o governo foi surpreendido com a sangria da base aliada e a dificuldade de assegurar os 172 votos necessários para barrar o impeachment. Os quatro procuraram um a um os deputados com o rolo compressor da máquina. Valeu tudo: cobrança por alianças do passado, oferta de cargos e verbas e apelos à amizade.

_ Agora é tampar o nariz e soltar a máquina, sem pruridos. Nos vimos obrigados a ir para o varejo. Cada um conversou com quem pode _ relatou um auxiliar da presidente.

Com um mapa na mão, Lula deu a cada colaborador a relação dos políticos que deveriam ser abordados _ deputados e até familiares de parlamentares que receberam favores petistas no passado.

Na última sexta, por exemplo, Lula pediu a um dos integrantes do bunker petista para ligar para o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, e cobrar dele o voto de seu filho, o deputado Fábio Faria (PSD). Foi lembrado ao governador que Dilma comprou briga com a família Alves ao preterir Henrique Eduardo (PMDB) nas eleições de 2014 e apoiá-lo.

Assessor de extrema confiança de Dilma desde antes do governo Lula, Giles passou a semana ligando e recebendo em sua sala no terceiro andar no Planalto, o mesmo em que Dilma despacha.

A maior parte da ofensiva, porém, ficou concentrada em Berzoini. Na quarta-feira, chegou a receber 19 deputados e três ministros num mesmo encontro. De seu gabinete no quarto andar do Planalto, desceu com todos para a sala de Dilma e ali decidiu-se que ela tinha que fazer corpo a corpo pelos votos.

Um dos mais experientes petistas, Jaques conseguiu se aproximar de Dilma nos últimos meses.

_ Para tudo ela o chama _ confidenciou um interlocutor da presidente.

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