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‘Não vou para debaixo do tapete’, diz Dilma

Da redação | 06/05/2016 18:00

BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff disse que vai ficar de “coração partido” se não estiver no cargo a tempo de ver resultados da transposição do rio São Francisco. Dilma também afirmou que não vai “para debaixo do tapete”, mas resistirá ao processo de impeachment, e que um eventual governo Temer – sem citar seu nome – quer superar a crise econômica somente cortando programas sociais. Nesta sexta-feira, o impeachment de Dilma passou favoravelmente pela comissão especial do Senado e irá ao plenário da Casa, onde poderá ser definido o afastamento da presidente. Ela visitou obras do eixo norte do projeto de integração do rio São Francisco, em Cabrobó (PE).

— Se tiver uma coisa que eu vou ficar muito triste na minha vida é não estar aqui no dia que a dona Maria ou o seu João abrirem a torneira e a água escorrer, e eu não estar aqui para comemorar com vocês — declarou Dilma, e completou:

— Quero dizer que meu coração vai ficar partido. Vai ficar partido porque é uma grande injustiça.

Dilma voltou a exaltar os 13 anos em que o PT está na Presidência, mencionando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por várias vezes no discurso, e a atacar abertamente os mandatos de Fernando Henrique Cardoso. A presidente enfatizou que orgulha-se das escolhas que fez, e destacou que ela e Lula possibilitaram que pessoas pudessem viajar de avião pela primeira vez. Ela opôs o projeto petista ao eventual governo Temer, sem mencionar o vice.

— Ninguém votou em mim pelos meus belos olhos, apesar de eles serem muito belos – brincou Dilma, ao falar dos compromissos que assumiu na campanha, polarizando-se com o eventual governo que a substituirá se ela for afastada pelo plenário do Senado na semana que vem. Nesta sexta-feira, a comissão especial do impeachment na Casa aprovou parecer a favor do impeachment por 15 votos favoráveis, cinco contrários e uma abstenção.

— Acham que é um desperdício, um gasto desnecessário o Bolsa Família para a quantidade de famílias que nós colocamos o Bolsa Família para elas — disse a presidente, falando novamente que o governo interino tirará 36 milhões do Bolsa Família, e que a filosofia para essas pessoas será “Os 36 milhões que se virem”.

— Resolveram que essa crise tem que ser enfrentada reduzindo só programa social. Reduzindo. Às vezes, eles mudam a palavra para “rever”, às vezes é “revisitar”, outras vezes é “focar”. Mas é isso que está em curso. Então vamos aqui pensar nós todos juntos – declarou, e complementou: — É porque se forem para eleição direta, o povo não vota neles. É por isso.

Dilma negou que vá renunciar ou ficar resignada, e disse que não vai “para debaixo do tapete”. De acordo com a presidente, ela é a “prova da injustiça”.

— Se eu renunciar eu vou pra debaixo do tapete, eu vou ficar aqui brigando. Porque eu sou a prova da injustiça. Eles estão condenando nesse impeachment uma pessoa inocente. E não há nada mais grave do que condenar uma pessoa inocente.

Nesta quinta, Dilma foi ao Pará, para inaugurar a usina de Belo Monte e outras unidades do Minha Casa Minha Vida. Nesta sexta, depois de cerimônia do Minha Casa Minha Vida no Planalto, ela foi a estações para transposição do rio São Francisco, em Pernambuco. No sábado, irá ao Tocantins com vistas a inaugurar uma sede da Embrapa Pesca e Aquicultura. Na segunda, Dilma viaja para a capital goiana a fim de inaugurar obra no aeroporto da cidade.

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