Brasil – Uma aposentada de 55 anos descobriu que o ex-marido registrou no nome dela uma filha que teve com outra mulher, há 33 anos. A professora, moradora de Águas de Lindas de Goiás, entrou na Justiça para provar que não é a mãe biológica e nem possui vínculo afetivo.

Em entrevista ao G1, a mulher disse que espera que o problema seja solucionado o mais rápido possível. “Fiquei surpresa, chocada. Não sei qual a intenção dela, o motivo de não ter corrido atrás para colocar antes o nome da mãe dela”.

A aposentada, que possui duas filhas com o ex-marido, soube da situação em agosto de 2017, por meio de uma rede social. “Estava navegando e, de repente, apareceu uma solicitação de amizade de uma pessoa, e ela já comentou num post que eu tinha feito, falando que na casa dela havia uma menina, uma amiga dela, e que eu era a mãe dessa menina”, contou.

No início a mulher pensou que a situação não passava de um golpe e procurou a delegacia da cidade para denunciar o caso. Ao procurarem pelos documentos da professora, descobriram que, realmente, ela estava registrada como mãe de três mulheres.

Processo
A professora procurou ajuda para solucionar o problema durante o programa Defensoria Itinerante, que aconteceu no dia 27 de abril no município. O defensor público William Abreu de Amorim Júnior entrou então com uma ação negatória de maternidade cumulada com alteração parcial de registro civil para tirar o nome da mulher dos registros da filha do ex-marido.

De acordo com o defensor, a conclusão do caso pode levar cerca de dois anos.

G1