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Mulher de João Santana troca advogado por especialista em delação

Da redação | 14/03/2016 18:50

CURITIBA – A publicitária Mônica Moura alterou sua estratégia de defesa e contratou um criminalista com experiência em acordo de delação premiada para defendê-la na Operação Lava-Jato. Há duas semanas, a publicitária e o marido, o marqueteiro João Santana, analisam a possibilidade de um acordo de colaboração. Os advogados negam que a mudança na estratégia de defesa seja motivada pela possibilidade de acordo.

— Decidimos separar as defesas, porque eram muito diferentes as funções de cada um dentro da empresa. João sempre foi da criação e Monica, do financeiro — afirmou o criminalista Fabio Tofic Simantob.

O criminalista segue representando o marqueteiro das campanhas da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, enquanto a defesa de Mônica começou a ser feita pelo advogado Juliano Campelo Prestes

— Assumimos hoje o caso da Mônica. Ainda não tivemos uma conversa sobre a estratégia de defesa — afirmou Campelo Prestes.

Os dois advogados se encontraram nesta segunda-feira em Curitiba e conversaram por meia hora com o casal na carceragem da Polícia Federal, onde os dois estão presos desde o dia 23 de fevereiro. Eles são acusados de receber ao menos US$ 7,5 milhões da construtora Odebrecht e do operador de propina da Petrobras Zwi Skornicki.

A possível delação de Mônica Moura pode ligar os pontos que faltam para a Lava-Jato provar que dinheiro desviado da Petrobras abasteceu ilegalmente campanhas eleitorais no Brasil, inclusive a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff. Novos documentos juntados às investigações nas útlimas duas semanas revelam que a Odebrecht fez repasses ao casal durante o período eleitoral.

O criminalista Juliano Campelo Prestes, que fez o acordo de colaboração do lobista Milton Pascowitch, ligado ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, disse que é cedo para falar em delação. Prestes deve voltar a se encontrar com a empresária nesta semana para discutir as bases da defesa.

— Ainda é cedo para falar em estratégia. Vamos analisar as possibilidades – afirmou.

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