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Morre militar que presenciou torturas contra Dilma

Da redação | 06/05/2016 18:20

SÃO PAULO. Um dos citados por estar presente em sessões de tortura contra a então militante Dilma Rousseff, durante o período em que esteve presa em São Paulo, o capitão reformado Homero Cesar Machado morreu nesta quinta-feira, em São Paulo, aos 75 anos. A família despediu-se de seu corpo desta sexta-feira durante cerimônia na capital paulista, mas a cremação está prevista para este sábado. A causa da morte não foi divulgada.

Ex-dirigente da Operação Bandeirante (Oban) em 1969, e do DOI-Codi, Homero Machado foi citado no relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV) como responsável por “tortura até a morte e ocultação de cadáver” durante a ditadura militar (1964-1984).

Foi mencionado como comandante das equipes de tortura responsáveis por agredir os presos políticos Roberto Macarini e Heleny Ferreira Telles, militantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR); Virgílio Gomes da Silva, militante da Ação Libertadora Nacional (ALN); e o frade dominicano Frei Tito (1945-1974), que se suicidou anos mais tarde.

Em 2010, foi alvo de Ação Civil Pública requerendo a responsabilização do militar por chefiar equipes de tortura que atuaram em órgãos da repressão em São Paulo.

Em entrevistas, a ex-presidente Dilma Rousseff citou o militar Benoni de Arruda Albernaz, morto em 1983, como o principal responsável pelas sessões de tortura a que foi submetida. Ela também citou Homero e Maurício Lopes Lima como militares que presenciavam os atos de violência na sala das sessões.

Em 2012, manifestantes da Frente do Esculacho Popular promoveram uma manifestação em frente à casa de Homero Machado, em São Paulo. Aos gritos de “você é torturador / não vai ter sossego”, o grupo distribuiu panfletos na vizinhança e colocou uma coroa de flores na entrada do edifício, com fotos de vítimas do militar.

Em 2014, durante depoimento à CNV, ele disse que o Exército deveria pedir desculpas por excesso de violência cometida contra militantes políticos durante o regime. Ainda assim, disse que, para ele, “ex-guerrilheiros” ainda deveriam ser chamados de “terroristas”.

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