Brasil – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello mandou soltar, na semana passada, o empresário Renato Grembeck Archilla, condenado a 14 anos de prisão por encomendar a morte da própria filha. A decisão foi apresentada na quarta-feira (19), mesmo dia em que o ministro concedeu a liminar para soltar todos os condenados em segunda instância que não tiveram seus casos transitados em julgado. A decisão, que poderia soltar o ex-presidente Lula, foi derrubada pelo ministro Dias Toffoli, presidente da Corte, no mesmo dia.

O caso aconteceu em 2001 e ficou conhecido como “Crime do Papai Noel”, devido ao fato de o assassino contratado ter usado a fantasia natalina na noite do crime. Renata, à época com 22 anos, recebeu três tiros, sendo dois no rosto, mas conseguiu sobreviver. O atirador, no caso, é um ex-policial militar.

Raquel Dodge, procuradora-geral da República, recorreu da decisão no sábado (22). Segundo a PGR, a pena foi considerada transitada em julgado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e a ordem expedida por Cunha foi dada sob equivocada percepção de que se trataria de execução provisória. Ela ainda afirma que o próprio acórdão proferido pelo Tribunal destaca a necessidade do cumprimento da pena em regime fechado, devido à violência e à gravidade do ato praticado.

O crime ocorreu em 17 de dezembro de 2001, quando Renata foi abordada por um homem vestido de Papai Noel no bairro do Morumbi, zona oeste de São Paulo. O atirador era o PM José Benedito da Silva, já anteriormente condenado pelo TJ-SP a 13 anos de prisão.

Archilla só foi condenado em 2017, e preso em 12 de dezembro de 2018, quase 17 anos depois de encomendar a morte de sua filha. Ele está preso na penitenciária de Parelheiros, zona sul de São Paulo.

Fonte: noticiasyahoo