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Ministério da Justiça abre inquérito para investigar atos contra Teori

Da redação | 23/03/2016 16:40

BRASÍLIA – O ministro da Justiça, Eugênio Aragão, determinou nesta quarta-feira que a Polícia Federal abra inquérito para investigar suposta incitação à violência contra o ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Aragão também determinou o reforço da segurança pessoal do ministro e de sua família. Teori passou a ser alvo de protestos desde que concedeu liminar para que o juiz federal Sérgio Moro, que conduz a Lava-Jato na primeira instância, envie para o tribunal as investigações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os deputados Paulo Pimenta (PT-RS) e Jandira Feghali (PC do B-RJ) procuraram na manhã de hoje o ministro da Justiça para conversar sobre os acontecimentos desencadeados na noite de ontem após a decisão de Teori. Foi divulgado em redes sociais o endereço em Porto Alegre de Alexandre Teori, filho de Teori, e houve manifestação em frente ao local. Hoje houve manifestação em frente ao STF.

Os deputados adiantaram que as medidas para garantir a segurança envolverão a Força Nacional, o Gabinete de Segurança Institucional, a Polícia Federal e a segurança do Supremo.

— Com isso se dará segurança aos ministros e às sessões do Supremo. Também serão apurados e os que fizeram as ameaças, seja por qualquer instrumento de imagem ou rede social — afirmou Jandira, acrescentando:

— Não é possível que o nível de intolerância e de ódio chegue ao ponto de ameaçar um ministro da Supremo Corte brasileira que toma atitude dentro da legalidade para enfrentar as ilegalidades.

Segundo Pimenta, com abertura de inquéritos serão responsabilizados criminalmente os manifestantes que participaram de atos e também investigadas atitudes de incitação à violência nas redes sociais.

— Não podemos permitir a escalada fascista. Permitir que ministros do Supremo sejam ameaçados por darem decisões, ministros e seus familiares. É preciso que quem faz isso seja responsabilizado criminalmente. Haverá uma ação conjunta do Executivo e do Judiciário para coibir isso. É um situação de ofensa a um integrante da Suprema Corte — disse Pimenta, acrescentando:

— Não temos notícia que isso tenha ocorrido no Brasil. Imagine o ministro Gilmar Mendes, se por conta de inconformidade com decisão dele ou o juiz Sérgio Moro, se começar a ter ameaça a eles ou a seus filhos?

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