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Machado diz que pagou R$ 1,5 milhão para Heráclito Fortes e ex-presidente do PSDB

Da redação | 15/06/2016 19:00

BRASÍLIA – O ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado afirmou, em depoimento a Procuradoria-Geral da República, que pagou propina de R$ 1,5 milhão ao ex-presidente nacional do PSDB Sérgio Guerra, já falecido, e ao deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) para aprovar, na Comissão de Infraestrutura do Senado limite de endividamento da estatal. Ele disse que pagou R$ 1 milhão em espécie para Guerra. Para Heráclito ele sustenta que pagou R$ 500 mil disfarçados de doação eleitoral. Ex-senador do PSDB, Machado foi presidente da Transpetro de 2003 a 2015.

Machado disse que, pelo acerto inicial, pagaria R$ 1 milhão em propina para Heráclito, mas por motivos não explicados, o compromisso deixou de ser cumprido integralmente. Os valores teriam sido negociados entre 2006 e 2007, mas até o ano passado, quando a Operação Lava-Jato já estava em pleno vapor, Heráclito teria cobrado a dívida. “Ficou devendo R$ 500 mil e Heráclito cobrou bastante durante a campanha de 02014”, disse Machado em depoimento prestado ao Ministério Público Federal em 5 de maio passado.

“Existem várias ligações telefônicas feitas por Heráclito para a Transpetro durante esse período de 2014 para cobrar esse valor”, disse o ex-senador. Machado lembra ainda que o deputado “deixava recado com a secretária”, identificada como Rose, mas ele não retornava as ligações recebidas. Na época da negociação das propinas Guerra e Heráclito eram senadores. Heráclito era o presidente da Comissão de Infraestrutura e Guerra era um dos líderes da oposição ao governo do ex-presidente Lula no Senado.

Machado disse que procurou Guerra em busca de apoio político ao projeto de ampliação do limite de endividamento da Transpetro. A proposta teria como objetivo recriar a indústria naval no país. Machado argumento que os projetos a serem financiados cria importantes empregos em Pernambuco, estado de origem de Guerra. Depois de novos encontros, o senador disse que o apoio ao projeto estava condicionado à doações eleitorais para alguns senadores. Machado não diz quais seriam estes senadores. Guerra pediu R$ 3 milhões, mas os dois fecharam em R$ 2 milhões.

Pelo acerto, Guerra ficaria com R$ 1 milhão e Heráclito, na condição de presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, com mais R$ 1 milhão. “Logo depois o projeto foi aprovado”, disse Machado.

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