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Líderes de PPS e PSB minimizam críticas a ministeriável de Temer

Da redação | 26/04/2016 14:50

BRASÍLIA – A possível indicação de um subscritor de manifesto contra a Operação Lava-Jato, o jurista Antônio C. Mariz, para o Ministério da Justiça, está provocando um grande burburinho nas redes sociais e sendo interpretada como um sinal de que, na presidência, o vice-presidente Michel Temer irá colocar entraves às investigações. Mas líderes de partidos da Oposição que prometem apoio a um governo de união nacional, minimizam a possibilidade deste ou de futuros ocupantes do cargo , terem condições de interferir no andamento da Lava-Jato. Os líderes do PSB e do PPS defendem a necessidade de Temer ter liberdade de escolher os melhores nomes, seja de que partido forem.

Mariz é filiado ao PSB , que vai reunir a Executiva do partido na próxima quinta-feira, para decidir como apoiar o governo de transição, com ou sem cargos. Para o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, a posição mais sensata seria dar liberdade a Temer para escolher nos partidos e na sociedade os melhores nomes capazes de ajudar a tirar o País da crise em que se encontra. Mas alerta que Temer não pode se dar ao luxo de fazer um ministério convencional, montado na fórmula fracassada do toma lá, dá cá.

No caso de Mariz, Siqueira diz que, como advogado , jamais assinaria um manifesto contra a Lava-jato, porque é “100% Moro”. Mas diz que ninguém de bom senso, como Temer ou Mariz, poderá imaginar que será capaz de controlar o Ministério Público ou a Polícia Federal nos dias de hoje.

— Mariz é um jurista muito experiente e capaz. Se indicado para o Ministério da Justiça, vai dar uma grande contribuição. Mesmo que tenha assinado, nem ele, o presidente da República nem ninguém sensato acha que será capaz de barrar as investigações — diz Siqueira.

Na mesma linha o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), diz que seu partido vai reunir a Executiva na quinta-feira para decidir como participar de um eventual governo Temer. A tendência , como no PSB, é apoiar não necessariamente com cargos na Esplanada, mas sem vetos. Bueno diz que o fato de Mariz ter assinado um manifesto com críticas a Lava-jato, como advogado, nada tem a ver com as futuras funções que comandaria no Ministério da Justiça, se vier a ocupar o cargo.

— Uma coisa é a posição de um profissional que atua no mundo jurídico, outra coisa é sua posição como ministro de Estado. Não tem como barrar a Operação Lava-jato que é, hoje uma operação do povo brasileiro contra o mundo do crime na política e grandes empresas — defendeu Rubens Bueno.

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