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Kátia Abreu defende permanência em ministério; PMDB não aceita licença

Da redação | 30/03/2016 18:50

BRASÍLIA — A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, defendeu, em sua conta no Twitter, que vai permanecer no posto, mesmo depois de seu partido, o PMDB, ter aprovado o desembarque do governo. Na noite de terça-feira, ela participou, junto com os ministros Helder Barbalho (Portos) e Eduardo Braga (Minas e Energia), de uma reunião na residência oficial do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a fim de costurar a alternativa de se licenciar do partido para se manter no cargo, como informou a coluna Panorama Político. Renan, no entanto, não confirmou nem a interlocutores ser o patrocinador da proposta da licença.

Em três mensagens publicadas no microblog na tarde desta quarta-feira, Kátia Abreu afirmou que continuará no ministério e no partido:

“Continuaremos no Governo e no PMDB.Ao lado do Brasil no enfrentarmos da crise.”

“Deixamos a Presidente a vontade caso ela necessite de espaço para recompor sua base.”

“O importante é que na tempestade estaremos juntos.”

RENAN CRITICA DECISÃO DO PMDB

Os ministros do PMDB procuraram o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para encontrar uma solução para permanecer a frente dos ministérios depois que o partido aprovou o desembarque do governo. O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), também esteve presente na reunião. Além disso, Renan conversou com o ministro Marcelo Castro (Saúde).

Renan disse que não cabe a ele falar de nomeações ou exonerações, mas fez críticas à decisão do PMDB. O presidente do Senado disse, porém, que qualquer movimento do PMDB provoca reações dos demais partidos. Os outros partidos da base começaram a negociar com o governo.

— O PMDB, como maior instituição congressual, maior partido, tem uma responsabilidade muito grande. E qualquer movimento que o PMDB fizer, evidentemente, vai influir nos demais partidos, o que só aumenta a responsabilidade. Não sei o que motivou a realização da reunião do diretório do partido. O PMDB tem uma responsabilidade muito grande com o Brasil, com a democracia e deve, mais do que nunca, cumprir esse papel — disse Renan.

O senador contou que não havia consenso entre os ministros sobre que atitude tomar.

— Eles conversaram (comigo), mas externando um ponto de vista, e não havia consenso entre eles. Eles ficaram de hoje conversar com a presidente e definir com ela o que é que vão fazer. Fiz questão de dizer a eles que, da mesma forma que não quis influir na nomeação deles, muito menos gostaria de influir na exoneração — disse Renan.

DIREÇÃO DO PARTIDO NÃO ACEITA LICENÇA

Mas, a direção do PMDB não aceita a proposta de licença de ministros, afirmando que essa postura não está prevista nas regras do partido. Segundo interlocutores, o vice-presidente Michel Temer não deu aval à proposta de licença dos ministros do partido e avisou que eles poderão sofrer processos no Conselho de Ética da sigla.

Renan voltou a adotar o discurso que sua preocupação agora é ser isento e permanecer como presidente do Congresso e do Senado. Sorrindo, ele disse que comentar nomeações ou exoneração não é “a minha praia”.

— Tenho que ficar muito longe dessa decisão se vão ficar ou não. Se conseguir preservar a instituição dessa partidarização que está acontecendo, estarei cumprindo meu papel — disse Renan.

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