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Grupo realiza protesto contra impeachment na Zona Oeste de SP

Da redação | 24/03/2016 19:40

SÃO PAULO – Integrantes de duas dezenas de organizações sociais, entre elas o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), realizam no início da noite desta quinta-feira um protesto contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, em São Paulo. Com o título “Em defesa da democracia. A saída é pela esquerda!”, o grupo se concentra no Largo da Batata, na Zona Oeste de São Paulo. Segundo estimativa da PM no local, 17 mil pessoas participam do ato.

Em breve discurso, o presidente do PT, Rui Falcão, não mencionou a palavra impeachment, bem como a maior parte dos oradores. Tratou a ação pelo impedimento de Dilma como um”golpe era contra o povo e os trabalhadores”.

— Vamos barrar o golpe com luta e mobilização social, com o povo da rua e luta por direitos, contra a mídia manipuladora e contra o grande capital — disse o dirigente do PT.

Em manifesto divulgado, lideranças escreveram que o objetivo do ato era “deixar claro que o povo da periferia não irá acompanhar de forma passiva e em silêncio a construção de um golpe”.

Para o grupo, a saída de Dilma seria uma ação de “setores conservadores da elite, do Judiciário e da grande mídia” com o objetivo de “aprofundar a retirada de direitos, as garantias constitucionais e atacar os movimentos sociais”.

“Nossa resistência será nas ruas e de forma intensa”, escreveram as lideranças no manifesto de convocação para o ato.

Além de São Paulo, os organizadores planejavam realizar atos nesta quinta-feira em cidades como Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza e Uberlândia.

Coordenador do MTST, Guilherme Boulos disse estar nas ruas para deter o que chamou de “ameaça à democracia no nosso país, que semeia a intolerância”.

— Não estamos nas ruas para defender governo nenhum. Estamos aqui para defender direitos sociais e programas. Mas não estamos aqui para defender ajuste fiscal e que o povo pague pela crise — disse Boulos.

O dirigente também criticou os movimentos a favor do impeachment de Dilma.

— Quem insufla o golpe são aqueles que só querem ver pobre entrando pelo elevador de serviço para limpar a privada deles. Eles dizem que o povo acordou. Não sabem eles que o povo trabalhador nunca dormiu e sempre batalhou por seus direitos.

Participam do ato integrantes da UNE, MST, juventude do PT e do PSTU. Há também estudantes e pessoas que não são ligadas a movimentos sociais, mas também contra o impeachment de Dilma. Está presente, ainda, o presidente do PT, Rui Falcão.

Vendedores ambulantes vendem faixas para a cabeça com a mensagem “Não vai ter golpe” ou “Fora, Cunha!”, além de narizes de palhaço.

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