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Governo federal quer alfabetizar todas as crianças de até 8 anos

Da redação | 01/03/2016 19:30

RIO — O governador Luiz Fernando Pezão e o ministro Aloizio Mercadante participaram esta terça-feira, no Palácio Guanabara, do relançamento do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), versão Sudeste. Segundo o ministro, a nova fase do programa vai reparar “excessos e erros” da primeira etapa, criada em 2014. Sua principal meta é alfabetizar todas as crianças de até 8 anos, que cursam o 3º ano do ensino fundamental.

O projeto será unificado com outras iniciativa federais, o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PBID) e o Mais Educação.

O PBID coloca alunos de licenciatura em Pedagogia estagiando em escolas municipais de todo o país na área de alfabetização. Para isso, fornece bolsas para os universitários e seus supervisores e coordenadores nas escolas. Mercadante, entretanto, diz que há “excessos no programa que estão sendo corrigidos agora”.

— Temos um caso, por exemplo, de uma universidade que colocou todos os alunos em duas escolas a menos de 1 quilômetro de distância, em um bairro bom, sem problemas. Eram 130 alunos e 30 coordenadores em apenas duas escolas. Não pode ter isso, estamos mudando isso — diz o ministro.

Mercadante diz que também será limitado o tempo de cada aluno de licenciatura dentro do programa:

— Vamos colocar um limite de 24 meses, assim como temos com outros bolsistas. Não faz sentido ter um estagiário trabalhando quatro anos. Esses estagiários precisam ir para as escolas que precisem deles, nas periferias, comunidades, favelas, sentir cheiro de giz.

Já o Mais Educação é um programa de educação integral nas redes estaduais e municipais, ampliando a jornada escolar nas escolas públicas para no mínimo sete horas diárias.

— A nova fase chama-se “Mais Educação – Escolas Prioritárias”. Temos quase 180 mil escolas no Brasil. Rastreamos as 26 mil escolas municipais em pior situação. Elas representam 70% do problema da alfabetização. Vamos priorizar essas escolas, tendo prioridade de recursos no Mais Educação diretamente para alfabetização, com material específico e reforço nos professores.

Outra alteração no programa é uma parceria mais próxima com as secretarias de educação estaduais.

— Esse controle tem que ficar com as secretarias, tem que ser mais orgânico, adaptado a cada estado. Já temos uma versão do programa para cada região, mas tem que ser ainda mais preciso nas necessidades locais — afirma o ministro.

Mercadante destaca que não importa o investimento na educação sem melhorar a alfabetização.

— Nada vai acontecer na escola se não melhorarmos a alfabetização. Temos que dar esse passo, é o alicerce de tudo, uma das metas mais importantes do Plano Nacional de Educação.

Pezão agradeceu a contribuição de Mercadante na área educacional.

— Precisamos muito da integração com governo federal, é uma ajuda muito importante.

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