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Força-Tarefa diz que Lava-Jato não sofre interferências políticas

Da redação | 23/05/2016 11:30

CURITIBA – Integrantes da Força-Tarefa da Lava-Jato frisaram nesta segunda-feira, ao anunciarem a 29ª fase da Operação Lava-Jato, que a operação não possui qualquer influência política. As declarações vieram após a divulgação de grampos, em que o ministro do Planejamento, Romero Jucá, fala em pacto para deter a Operação Lava-Jato.

Igor Romário de Paula, da PF, disse, ao ser indagado sobre Jucá, que a “Lava-Jato não foi e não será barrada por qualquer pessoa no país”. O delegado se disse “surpreso” com a divulgação dos grampos, e acha que o caso deve ser apurado no foro adequado. Frases semelhantes da não interferência política na operação foram ditas por outros integrantes.

— Nós não damos chance para sofrer esse tipo de influência política — disse Igor Romário de Paula. — Fomos pegos de surpresa como todos vocês (…). Se houver indícios, eles serão apurados no foro adequado — completou.

O delegado da PF Luciano Flores, quando indagado se há um temor de um pacto para prejudicar a Lava-Jato, declarou que a operação tem “apoio popular” e é imparcial.

— O que temos notado é que a Lava-Jato adquiriu um patamar republicano e não sofre influências políticas que possam frear essa investigação (…) Estão do nosso lado quando estamos com a razão.

Luciano aproveitou a coletiva de imprensa que anunciou a operação para defender o Judiciário brasileiro.

— Em época poucos distantes, havia um deboche dos órgãos criminais brasileiros. Hoje esperamos que esse deboche dê lugar ao respeito ao Judiciário. Esperamos que a impunidade dê lugar ao medo de ser preso, ao medo de que a investigação é efetiva e condena quem deve condenar e mantém preso quem deve ser preso, pessoas que cometem os mesmos crimes — disse Luciano.

Rosalvo Franco, superintendente da PF no Paraná, também disse que nunca sofreu interferência política em seu trabalho.

PARALELO COM MENSALÃO

A operação desta segunda-feira mostrou, segundo Luciano Flores, a existência de “um paralelo entre o mensalão e Lava-Jato com uma nitidez muito mais aprofundada”. Os três mandados de prisão foram contra o ex-tesoureiro do PP, João Cláudio Genu (preventiva), seu sócio Lucas Amorim Alves (temporária), além do empresário Humberto do Amaral Carrilho (também temporária), que está fora do país e está sendo considerado como foragio. Segundo a PF, mais de R$ 7 milhões entraram nas contas bancárias das empresas mantidas pelos três. Genu foi preso num hospital em Brasília, onde estava acompanhando um paciente.

— No mensalão, Genu foi condenado porque sacou mais de R$ 1,1 milhão. Na Lava-Jato, ele não é um dos principais investigados, mas já temos mais de R$ 2 milhões comprovados de pagamento de propina para ele. Ele nunca foi parlamentar, mas estava assessorando um dos principais criadores desse esquema, o Janene (José Janene, deputado do PP morto em 2010). Ele recebia não só pessoalmente de Youssef, mas através de seu sócio Lucas Amorim, do qual temos até o recebido de propina anexado ao inquérito — disse Luciano.

Contra Lucas Amorim Alves, em razão de ser sócio de Genu em diversas empresas, há, segundo a Força-Tarefa, fortes indícios de que participou do esquema de lavagem de dinheiro no âmbito da Lava-Jato. Ora o dinheiro era recebido do doleiro Alberto Yousseff, ora de Carlos Charter, dono do posto da torre em Brasília.

— Desde a primeira fase estamos colhendo provas sobre esse esquema . Um dos membros da quadrilha que idealizou o mensalão foi repescado pela lava-jato, com provas cabais de mais um esquema de desvio de verba da Petrobras. A Lava-Jato só vem a mostrar o mensalão dentro da Petrobras — disse o delegado.

— Ele também era auxiliar de João Carlos Genu em contas no exterior, por isso apareceu nesta fase — disse Luciano Flores.

Esposa e cunhada de Genu também foram alvo de busca esta manhã por serem sócias dele.

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